Bancários da Caixa exigem garantia de direitos e pedem o fim da reestruturação

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Empregados das áreas atingidas pela reestruturação da Caixa Econômica Federal farão um Dia Nacional de Luta no próximo dia 29 deste mês, contra a Reestruturação de filiais, processo em curso na empresa. A mobilização é resultado de uma orientação do 26º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado no período de 28 a 30 de maio, em São Paulo. Em Fortaleza, a manifestação será no Edifício Sede da Caixa.


Ao contrário do que a direção da empresa vem afirmando durante as negociações específicas – que não haverá perdas para os empregados envolvidos, que haverá lugar para todos, que as estruturas absorverão os trabalhadores, que as funções a serem criadas contemplarão a demanda –, a Caixa informa que as funções não serão garantidas no processo.


Também na contramão do que vem acontecendo nas unidades desde o anúncio da reestruturação – relatos dão conta de que muitos empregados estão sendo transferidos sem qualquer critério –, a Caixa informou que os problemas de lotação serão resolvidos pelas Gipes, observando-se as necessidades dos trabalhadores (lotação, locomoção, conciliação de horários etc.).


FALTA DE TRANSPARÊNCIA E INFORMAÇÃO – A maior reclamação dos empregados gira em torno da falta de informação sobre as mudanças propostas pela Caixa, por parte da própria empresa. Nem mesmo os gestores das unidades sabem dizer o que acontecerá com cada trabalhador subordinado a eles.


A única informação “menos abstrata” dada pela Caixa é a de que existe um comitê gestor – formado por superintendentes nacionais de gestão de pessoas, de desenvolvimento empresarial, de logística e de tecnologia – para tratar a implantação da reestruturação em todas as suas nuances.

PROPOSTAS – A Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa) e as entidades representativas dos trabalhadores farão ações com o objetivo de mobilizar os trabalhadores na luta por seus direitos; unificação da luta pelo Plano de Cargos Comissionados (PCC), pela jornada de seis horas – sem redução de salários; – e pela isonomia entre os empregados.