Bancários de Fortaleza param Santander para exigir avanços no acordo aditivo

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Bancários do Santander paralisaram a agência Fortaleza Centro por duas horas, no dia 11/11, no Centro de Fortaleza, visando pressionar o banco a apresentar uma proposta decente em mesa de negociação. A categoria espera uma proposta suficiente às suas reivindicações, já que na última negociação o Santander frustrou os trabalhadores.


O Santander adiou a sexta rodada de negociação específica da Campanha Nacional 2014 com a Contraf-CUT, federações e sindicatos para a próxima terça-feira, 18/11, em São Paulo.


No início da manhã, os dirigentes do Sindicato dos Bancários do Ceará fizeram reunião com os bancários mostrando a importância da mobilização. O diretor do Sindicato, Eugenio Silva, disse “nós queremos mais. Queremos o fim das metas abusivas, que estão adoecendo o trabalhador, queremos a manutenção do plano de saúde para aposentadoria e transparência no SantanderPrevi. Hoje só tem diretores indicados pelo banco e nossa reivindicação é eleger um representante dos trabalhadores. O banco quer renovar o acordo com o mesmo patamar e isso não vamos admitir”, afirmou Eugênio.


Clécio Morse, diretor do Sindicato, enfatizou que essa mobilização vai além do valor da PPRS, mas leva em conta a questão do dia a dia dos trabalhadores. “Vale muito mais a nossa saúde e condição de vida. Vale mais acordar bem, do que ser atormentado por metas, verdadeiras torturas. Quando a gente olha no rosto do bancário, nós podemos ver o nível de pressão por cumprimento de metas no Santander. Isso não queremos, pois adoece e desmotiva os trabalhadores.  Vamos envidar esforços para minimizar essa situação. O Sindicato está atuando e busca soluções e até mesmo buscando o envolvimento do Ministério Público do Trabalho”, disse o dirigente sindical.


Para o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, “para avançar em direitos é preciso mobilização da categoria e o Sindicato está junto, buscando solução para as questões que afligem os bancários. A discussão do aditivo do Santander vem se prolongando porque queremos um acordo específico que contemple os anseios dos trabalhadores. Queremos a manutenção de conquistas, fruto de acordos aditivos e também defendemos avanços em direitos”.