Bancários deliberam por GREVE por tempo indeterminado

16


Reunidos em assembleia geral na quinta-feira, 1º/10, na sede do Sindicato, cerca de 300 bancários deliberaram, por unanimidade, greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira, dia 6 de outubro.


Os banqueiros e o Governo não se mostram sensibilizados às reivindicações dos bancários e estão apostando no confronto. Foram realizadas várias rodadas de negociação e os patrões não se mostraram dispostos a avançar. Ao final, apresentaram no último dia 25/9 uma proposta de 5,5% mais abono de R$ 2.500,00, querendo impor à categoria uma perda salarial em torno de 4%.


“Os bancários valorizaram o canal de diálogo e defenderam em mesa de negociação todas as reivindicações da categoria. Essa contraproposta dos bancos é um retrocesso absurdo. Queremos manter a política de aumento real e vamos à greve para mudar essa postura intransigente dos banqueiros”, afirmou o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.


Cadê a crise? – Os bancos passam por momento excepcional conforme os balanços do 1º semestre de 2015. Confira os lucros: Itaú –R$ 11,9 bilhões; Banco do Brasil – R$ 8,8 bilhões; Bradesco – R$ 8,7 bilhões; Santander – R$ 3,3 bilhões; Caixa Econômica Federal – R$ 1,5 bilhão; e Banco do Nordeste – R$ 158 milhões. Isso significa que não há crise nos bancos, que têm todas as condições de atender as reivindicações dos bancários como o reajuste salarial de 16% (reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações, fim das demissões, mais segurança, entre outros pleitos.


A indignação dos bancários diante da intransigência dos banqueiros e do governo aumenta quando se constata que a maior parte do ganho dos bancos deve-se ao aumento das tarifas, juros e prestação de serviços, enquanto os gastos com pessoal caíram assustadoramente. Com isso, a população continua sendo mal atendida, passando excessivo tempo nas filas e pagando caro pelos serviços bancários.


Moção – Durante a assembleia, a categoria aprovou ainda uma moção de solidariedade a todos os movimentos de trabalhadores e a todos que lutam contra a postura fascista e intransigente daqueles que querem impedir as conquistas e uma melhor qualidade de vida da classe trabalhadora.