Bancários discutem saúde com Fenaban e reivindicam seriedade na negociação

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Representantes dos bancários e da Federação Nacional dos bancos (Fenaban) reuniram-se, no dia 13/3, em mesa da Comissão Bipartite de Saúde no Trabalho. Prevista na Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2018, a comissão discutiu a implantação da cláusula 57 da CCT, que trata da organização do trabalho nos bancos; o adiantamento emergencial de salário em períodos transitórios especiais de afastamento por doença, regido pela cláusula 65; e como se dará a avaliação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, abordado na cláusula 67 da CCT.


Sobre a implantação da cláusula 57, que trata do Programa de Desenvolvimento Organizacional para a Melhoria Contínua das Relações de Trabalho, a Fenaban informou que será tema da reunião específica em maio. Os dirigentes sindicais informaram à Fenaban que o entendimento sobre a cláusula não tem sido o mesmo em cada banco. Reforçada a cobrança para que essa discussão seja feita de forma séria, com abertura ao diálogo e negociação em todos os bancos.


Em relação à cláusula 65, o adiantamento emergencial de salário em períodos transitórios especiais de afastamento por doença, a Fenaban também informou que marcará uma reunião específica sobre o tema. Tem-se identificado muitos bancários que, com o benefício negado pelo INSS, também tem o pedido de adiantamento negado pelos bancos.


Já sobre o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, a Fenaban aceitou avaliar exames médicos realizados por cada banco e debater propostas do movimento sindical para a redação do formulário de avaliação destes exames.  Nos casos de não realização de exame de retorno ou exame de retorno com resultado Inapto, a Contraf-CUT reivindica que os bancos paguem normalmente os salários até que a situação de saúde do trabalhador volte ao normal.


“Reforçamos nossa cobrança para que essa discussão seja feita de forma séria, com abertura ao diálogo e negociação em todos os bancos, uma vez que o entendimento sobre as cláusulas de saúde previstas na nossa Convenção têm sido tratadas de forma diferente em cada banco, principalmente sem ouvir a necessidade dos trabalhadores”
Jannayna Lima, diretora de Saúde do Sindicato dos Bancários do Ceará