Bancários do Banco do Brasil definem suas prioridades

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Os bancários do Banco do Brasil encerraram na terça-feira, 31/7, o 19º Congresso dos Funcionários realizado dentro da programação da Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. Os trabalhadores ratificaram a decisão da plenária conjunta de que a Convenção Coletiva dos Bancários que vier a ser assinada com a Fenaban seja cumprida integralmente pelo BB. Além disso, foi definida a pauta de reivindicações específicas que será entregue ao banco para a negociação permanente.


Entre as reivindicações aprovadas está a isonomia total entre os funcionários do BB, novos e antigos. Os bancários querem que o salário mínimo do Dieese (R$ 1.628,00) seja o piso na empresa. O pagamento de todas as horas-extras e o retorno do anuênio também estão na pauta.


Para a Cassi, o Congresso do BB decidiu por uma campanha pela aprovação do novo estatuto, que será votado pelos associados entre os dias 8 a 21/8. Na pauta de reivindicações para saúde estão a não terceirização do Serviço de Engenharia e Segurança de Medicina do Trabalho (Sesmt) e a cobertura por parte do BB de eventuais déficits da Cassi.


A pauta de reivindicações específicas dos funcionários do BB terá, ainda, vários itens relativos à Previ. Os bancários vão brigar pelo fim do “voto de minerva”, a abertura de financiamento imobiliário para o Plano 2 com recursos do próprio plano e o aumento das pensões e do benefício de 90% para 100%. Os bancários também querem que a Diretoria de Participações volte a ser ocupada por um associado eleito.


A luta para que o BB assuma seu papel de banco público e ajude no desenvolvimento do Brasil também faz parte da minuta específica. Os bancários vão brigar pela retomada do Comitê em Defesa dos Bancos públicos e a Contraf-CUT vai realizar um seminário nacional para discutir o papel do BB e a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, que disciplina o sistema financeiro.