Bancários do Nordeste ressaltam importância da unidade

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Construir a unidade e fortalecer a luta pelo piso salarial dos bancários. Essas foram as principais conclusões referendadas durante a VIII Conferência Regional dos Bancários, realizada pela FETEC/NE, nos dias 11 e 12/7, em Juazeiro do Norte (CE). Durante os dois dias, delegações de sete estados do Nordeste debateram estratégias para a Campanha Nacional dos Bancários e questões específicas por banco.

O coordenador técnico do DIEESE no Ceará, Reginaldo Aguiar, fez explanações abordando a conjuntura nacional e internacional e apontou alternativas para a construção do índice da campanha nacional. De acordo com ele, a terceirização, o uso das novas tecnologias, as fusões/aquisições, privatizações e os correspondentes bancários foram responsáveis pela queda do emprego bancário dos anos 90, mas atualmente esses números estão estáveis. “Os bancários têm alguns desafios para essa campanha, como a luta pela redução da jornada de trabalho e a diminuição da rotatividade no setor; o fortalecimento do ramo financeiro, com a inclusão dos financiários e outros trabalhadores do setor e a reflexão sobre um novo modelo de greve, num ambiente cada vez mais dominado pela tecnologia”, avalia.


De acordo com dados do DIEESE, a inflação do período (julho/07 e junho/08) deve ficar em torno de 7,29% (INPC). “Os reajustes salariais nos últimos anos têm apresentado ga-nho real, mas muito pequeno. Uma boa saída para os bancários é lutar por um piso salarial forte para a categoria”, indica.


O secretário de imprensa da Contraf-CUT, William Mendes, falou sobre campanha salarial. “A Contraf está chamando todas as forças políticas para formar uma única mesa de negociação com a Fenaban como forma de fortalecer o processo negocial, de forma articulada com as negociações específicas”, afirmou. E completa: “Nossa meta é o aumento do piso, a luta pelo PCS em todos os bancos, além de um novo formato de PLR”.


O diretor do SEEB/CE, Tomaz de Aquino, enfatizou a importância da unidade. “2008 pode ser uma das campanhas salariais mais difíceis do governo Lula, porque os banqueiros vão usar o repique da inflação para tentar barrar nossa luta. Por isso, temos que lutar por um piso decente da categoria e mantermos a unidade da luta para conseguir fechar um acordo satisfatório para todos”, concluiu.