Bancários paralisam agências mobilizando a categoria para GREVE

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As mobilizações da categoria dentro da Campanha 2014 foram intensificadas pelo Sindicato dos Bancários do Ceará com paralisações de agências bancárias durante uma hora, retardando a abertura das unidades.  Também como parte da advertência para a greve da categoria, que começa no dia 30/9, o atendimento foi retardado em uma hora em sete agências de bancos como Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Banrisul e Santander. Nas unidades visitadas, o Sindicato realizou reuniões com os funcionários, dando informes sobre as frustrações das negociações com os banqueiros e convocando todos à greve.


Sempre apostando no humor e na arte como instrumentos importantes para a mobilização, o Sindicato contou com a contribuição do palhaço Colorau e da Trupe Tramas de Teatro, que ajudaram na construção do diálogo com a população e a categoria. Os bancários mostraram que a luta da categoria é por melhores condições de trabalho, mais segurança e mais contratações, para garantir aos clientes melhor atendimento. Melhores salários, mais saúde, fim das metas abusivas, fim do assédio moral são também palavras de ordem da categoria.


Além das paralisações de uma hora no Centro e Aldeota, os dirigentes do Sindicato visitaram ainda a agência da Caixa Econômica Federal na Av. Pessoa Anta, visitando ainda outras unidades do banco que funcionam no mesmo prédio.


“Devemos construir uma greve forte e coesa para avançarmos nas conquistas e nas últimas dez campanhas, com a greve, os bancários conquistaram quase 40% de reajuste no piso e quase 32% de reajuste salarial, frutos da resistência e da capacidade de luta da categoria”
Clécio Morse, diretor do Sindicato e funcionário do Santander.


“Estamos sendo empurrados para uma greve mais uma vez, para garantir nossos direitos. A nossa luta não é só por salários, mas por saúde, condições de trabalho e por mais contratações. Um bancário tem trabalhado por dez e estamos adoecidos. Os banqueiros lucram muito e não dão condições de trabalho, exigem metas abusivas e nos obrigam a vender produtos que o cliente não quer. Banqueiro não vê o lado da categoria, nem da sua clientela, só o seu bolso”
Rita Ferreira, diretora do Sindicato e funcionária do Bradesco


“Os bancários apostaram durante um mês e meio no diálogo, na negociação, entretanto os banqueiros foram intransigentes e apostaram no confronto. Nós vamos mostrar que somos fortes e vamos construir juntos uma campanha vitoriosa. Nossa campanha só é forte pela nossa organização e a adesão à greve faz a diferença”
Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato e funcionário do BB


“Temos que ter consciência do tamanho que temos, pois somos uma categoria forte, com mais de 500 mil bancários no País. Se não fosse nossa organização, seríamos muito menos. Certamente já teríamos sido substituídos pela tecnologia ou precarizados com a terceirização. Com muita luta continuamos sendo uma categoria respeitada. Muitas conquistas foram arrancadas na luta e não temos como avançar mais sem o enfrentamento”
Áureo Júnior, presidente da Apcef/CE e diretor do Sindicato


“A nossa intenção é que na mesa de negociação fosse apresentada uma proposta que atendesse aos nossos anseios. Mas, como sempre, infelizmente, os banqueiros apostam no confronto e a categoria só arranca conquistas com a paralisação. São os banqueiros que nos empurram para a greve”
Alex Citó, diretor do Sindicato e funcionário do Itaú


“Os banqueiros não vão nos dar nada se nós não estivermos unidos e fortes para lutar. A greve vai da consciência de cada um, pois não é o Sindicato que faz a greve, quem faz a greve forte são os bancários”
Pedro Moreira, diretor e funcionário do BNB


“A proposta da Fenaban e dos bancos públicos de 7% é um arremedo e não atende minimamente a demanda do conjunto dos bancários. Esperamos que o governo ceda para que possamos avançar nas nossas demandas.  Na Caixa,  agências pequenas, faltam funcionários e salários arrochados. Precisamos avançar para, inclusive, prestar um atendimento mais decente à população. Vamos todos à  greve”
Jefferson Tramontini, diretor do Sindicato e empregado da Caixa.