Bancários paralisam nova “loja” de atendimento do Itaú

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O Itaú mais uma vez desrespeitou seus funcionários e clientes ao transformar uma agência de Fortaleza em Loja de Atendimento. E, pior, retirou os caixas da unidade e todas as medidas de segurança, como porta giratória e vigilância armada, deixando apenas três funcionários para vender produtos. Este é o cenário da unidade do banco na Avenida Monsenhor Tabosa, nesta Capital. Em defesa dos direitos e da segurança dos trabalhadores e clientes, os bancários paralisaram a “loja do Itaú” na quinta e sexta-feira, dias 6 e 7/6.


Durante o ato de protesto contra esse modelo criado pelo banco, de forma unilateral, os bancários mostraram sua indignação. O diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Ribamar Pacheco, denunciou essa prática do Itaú como criminosa, “pois precariza as condições de trabalho”. Disse ainda que, “com a retirada dos caixas e da vigilância armada, o banco colocou seus funcionários e clientes expostos à insegurança, coloca em risco as suas vidas. Os bancários dessa unidade ficam à mercê da sorte”.


Para o diretor do Sindicato, Aléx Citó, “com esse modelo de loja, ao invés de agência, o Itaú está brincando com a vida de seus funcionários e clientes. Os banqueiros só visam lucro e mais lucro. Sendo assim, não tem outro jeito, vamos fechar a loja por tempo indeterminado, até que o bom senso prevaleça e a vigilância armada volte”.


A paralisação fez parte da Campanha de Valorização dos Funcionários do Itaú em resposta às péssimas condições de trabalho e ao descaso da direção do banco em resolver os problemas dos trabalhadores. Essas péssimas condições de trabalho têm levado os bancários ao adoecimento e, em nível nacional, esse problema é alarmante. A campanha em defesa dos direitos dos bancários do Itaú é nacional, sob a coordenação da Contraf-CUT, com participação efetiva das federações e dos sindicatos nos Estados.


“Esse Cara Sou Eu” – A Campanha de Valorização dos Funcionários tem como mote “Esse Cara Sou Eu”, inspirado no sucesso de Roberto Carlos, fazendo uma paródia sobre as condições de trabalho no banco.  “O cara que só pensa no programa AGIR toda hora, sempre com medo de perder o emprego. Que deixa de lado estudos e a família, que aceita o horário estendido, que sofre para bater as metas, que encara perigos como assaltos e doenças. Esse cara que, mesmo sendo caixa, é cobrado com metas diárias, mas que não recebe nenhum centavo do programa”, diz um dos trechos da música.