Bancários protestam contra horário diferenciado e paralisam agências do Itaú

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Bancários do Itaú de Fortaleza aderiram na quarta-feira, dia 5/12, ao protesto do Dia Nacional de Luta contra o horário estendido do banco, como forma de pressionar o Itaú para que reveja o horário diferenciado e discuta com os trabalhadores um novo modelo de organizar o atendimento. Em protesto pela decisão unilateral do banco, os bancários paralisaram três agências do Itaú em Fortaleza – Aldeota, Av. Bezerra de Menezes e Centro.


Desde o último dia 27 de agosto, o Itaú tem implantado um novo horário estendido de atendimento ao público, e isso tem sobrecarregado os funcionários. Há também extrapolação de jornada de trabalho, fragilizando a organização de trabalho e, principalmente, afetando a qualidade de vida dos trabalhadores e a segurança dos bancários e clientes.


“Nossa paralisação objetiva chamar a atenção da direção do Itaú para a falta de segurança, para a falta de organização e de visão do banco em relação ao horário estendido das agências. É trazer para mesa de negociação da diretoria do Itaú e também alertar a população para essa atitude isolada da diretoria do banco, ao implementar o horário estendido sem fazer um estudo prévio, sem consultar as entidades”, afirmou o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e funcionário do Itaú, Alex Citó.


O dirigente sindical cita como exemplo da insegurança a agência do Centro de Fortaleza, cujo horário de atendimento foi estendido até às 19 horas. Nesse local, durante esse horário, não existe mais nenhum movimento nas lojas, nem de pessoas.  Segundo Alex, a questão da segurança é importante, pois coloca em risco a segurança de funcionários e clientes.


Essa é uma questão também levantada pelo diretor do SEEB/CE que representa a Fetrafi/NE na COE-Itaú, Ribamar Pacheco.  “Estamos protestando para que o banco volte atrás nesse atendimento diferenciado, que tem exposto o quadro funcional, clientes e usuários a toda uma onda de insegurança. Isso, além da prática perversa da sobrecarga de trabalho e extrapolação de jornada. Esperamos, com mais esse sinal, que o banco repense e volte atrás nessa iniciativa, no mínimo, inconsequente”.


Finalmente, o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, analisa o Dia de Luta como forma de protestar contra essa mudança de horário do Itaú, contra o desrespeito a jornada do bancário e da exposição dos trabalhadores e clientes a maior insegurança. “O Sindicato está fazendo protestos, paralisações, unindo todas as forças na defesa dos direitos dos colegas do Itaú e denunciando junto aos órgãos competentes”, concluiu.