Bancários rejeitam proposta da Fenaban e Sindicato orienta greve a partir do dia 24

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O Comando Nacional dos Bancários rejeitou, já na mesa de negociação, a proposta apresentada pela Fenaban no dia 17/9, uma vez que ela não contempla as principais reivindicações da categoria. Os bancos propuseram a reposição da inflação (4,5% de reajuste), uma PLR inferior à do ano passado, nenhuma valorização dos pisos salariais e nem proteção aos empregos. Eles também negaram auxílio-educação e querem reduzir o auxílio-creche/babá de 83 para 71 meses.


O Comando solicitou que os banqueiros apresentem nova proposta aos bancários até a próxima quarta-feira, 23/9, para ser avaliada nas assembleias de todo o País. Caso os bancos mantenham a mesma proposta, o Comando orienta a deflagração de greve nacional por tempo indeterminado, em todos os bancos, a partir da quinta-feira dia 24/9.


A proposta da Fenaban apresenta dois avanços: ampliação da licença-maternidade de 180 dias e a isonomia de tratamento para homoafetivos, com a possibilidade de incluir parceiros do mesmo sexo nos planos de saúde. Os bancos também prometeram o agendamento de reuniões das comissões bipartites de saúde e de segurança.


A Fenaban reafirmou o programa de reabilitação profissional e uma política de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, cuja redação não atende as reivindicações dos bancários. Os banqueiros reiteraram também a proposta de alteração da cláusula de estabilidade pré-aposentadoria, a exemplo do ano passado, o que é inaceitável. No entanto, os bancos aceitam a inclusão de uma cláusula na convenção coletiva sobre o programa de valorização da diversidade, mas não entregou a sua redação.