Bancários rejeitam terceirização de caixas e atendentes no Santander

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Em reunião ocorrida em dezembro com o Santander, em São Paulo, a Contraf-CUT e entidades sindicais rejeitaram o Projeto Verão 2010/2011, divulgado em instrução transitória do banco, que prevê a contratação de caixas temporários e promotores de autoatendimento, num total de 140 trabalhadores em 121 unidades, através de uma empresa terceirizada.


“Trata-se de uma medida inaceitável, que precisa ser alterada imediatamente, pois se trata de um baita retrocesso, inclusive na contramão das discussões na Mesa Temática da Fenaban, onde trabalhadores e bancos debatem a reversão de áreas terceirizadas”, afirmou o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. “Queremos a geração de empregos, mesmo temporários, mas sem terceirização e precarização”, destacou.


O banco alegou que “as contratações estão de acordo com a lei e que já realiza esse procedimento desde 2005 para atender o aumento da demanda decorrente do período de veraneio e que outros bancos também o utilizam”, conforme registro do banco em ata. Os bancários afirmaram desconhecimento dessa forma de contratação precarizada.


Os dirigentes sindicais lembraram que vários bancos incentivam o deslocamento de funcionários de outras agências para o litoral nesta época do ano para auxiliar no atendimento da clientela nas praias. “Essa medida existia no Meridional e no Banespa e sempre funcionou com bons resultados para o banco e os trabalhadores”, salientou o diretor da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro, Paulo Garcez.


Após intenso debate, o banco se comprometeu a avaliar as reivindicações das entidades sindicais. “Esperamos que o banco recue e atenda as demandas dos bancários, que visam preservar os direitos dos trabalhadores e garantir qualidade no atendimento aos clientes do banco”, conclui Ademir.