BANCÁRIOS SE UNEM EM DEFESA DO SAÚDE CAIXA

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Sindicatos dos bancários de todo o país estão mobilizados em defesa do Saúde Caixa para Todos e pela contratação de mais empregados. Os representantes dos trabalhadores são contra a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que estabelece um teto para o custeio pelas empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde dos empregados.


Uma das queixas é que, por ordem da Justiça, a Caixa vai ter que contratar PCDs para cumprir a cota mínima de 5% de funcionários com deficiência, mas se recusa a incluí-los no Saúde Caixa. O banco alega que a CGPAR 23 o proíbe de incluir novos contratados. Os sindicatos vão dialogar com os empregados da Caixa em todo o Brasil. Estão sendo contratados mais de 2.000 PCDs em todo o país, segundo informações da imprensa.


O Saúde Caixa é uma das principais pautas da reunião da mesa de negociações com o banco, que acontecerá no dia 27/8.


MUDANÇA NO FGTS – Retirar recursos de um fundo que fomenta o desenvolvimento, a criação de empregos e ajuda a diminuir o déficit habitacional é prejudicial ao país. A liberação do FGTS para saques trará alívio imediato e temporário aos trabalhadores, mas não chegará a impactar economicamente o país. Pelo contrário, a longo e médio prazo, a medida deve comprometer a capacidade de financiamento imobiliário do país. Os saques podem trazer risco a geração de emprego e renda, além de afetar diretamente os investimentos no setor da habitação. Parte do saldo total das contas do FGTS é utilizada pelo governo para financiar linhas de crédito nas áreas de habitação, saneamento básico e infraestrutura. Do orçamento de R$ 85,5 bilhões aprovado para 2018 pelo Conselho Curador do FGTS, R$ 69,4 bilhões foram destinados para a área de habitação.


“O Saúde Caixa é fruto da luta dos empregados e vamos seguir sempre defendendo que todos os trabalhadores tenham acesso a ele. Estaremos mobilizados também para defender a atuação da Caixa como banco social, bem como seu viés 100% público”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e da Fenae