BANCÁRIOS VOLTAM A DISCUTIR EMPREGO, REMUNERAÇÃO E SAÚDE

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A direção do Itaú esteve dia 18/9 na sede da Contraf-CUT para se reunir com a COE do Itaú para debater remuneração e emprego. Ficou definido que um grupo de trabalho (GT) será criado para de-bater remuneração. A reivindicação veio após a pesquisa realizada com os trabalhadores sobre os programas Score de Qualidade de Venda (SQV) e o Ação Gerencial Itaú para Resultado (Agir), apre-sentados para o banco na ocasião.


O levantamento mostrou que o SQV, lançado para avaliar o com-portamento das vendas realizadas pelos bancários, na verdade, tem penalizado os trabalhadores, com impactos negativos na saúde, como estresse e depressão. Já o Agir, a opinião da categoria é que o programa é injusto, pois estabelece – muitas vezes – metas inal-cançáveis.


Durante a reunião, o banco apresentou os números atuais de funcionários e os números de admissão de 2018 e de desligamento desde 2018. O Dieese fará um estudo que será debatido na próxi-ma reunião, agendada para meados de outubro. Porém, os dirigen-tes sindicais já alertaram para o alto número de demissões ocorri-das, em 2019, cerca de 8 mil.


GT DE SAÚDE – Os representantes dos trabalhadores saíram frus-trados da reunião do GT de Saúde, realizada na Contraf-CUT dia 12/9. O encontro foi marcado para a direção do banco trazer os re-tornos das reivindicações apresentadas em julho, como parcela-mento da antecipação prevista na cláusula 29, agendamento do INSS, entre outros. Porém, o banco não trouxe retorno algum. Na reunião, também foi cobrado o retorno do banco quanto as metas colocadas aos trabalhadores que estão em readaptação.


“O objetivo da criação do GT é alterar é combater as metas abusivas e criar um pagamento proporcional dentro do programa, que hoje não existe. Quanto ao GT Saúde, esperamos que na próxima reunião, o banco traga resposta para as nossas demandas, o que é uma forma de valorização e respeito ao funcionalismo”
Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/NE na COE Itaú