Banco anuncia fusão; no Brasil, indefinição permanece

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O banco holandês ABN Amro, que no Brasil controla o Banco Real, será vendido para o banco britânico Barclays. O acordo foi anunciado na segunda-feira, 23/4, depois de várias semanas de negociações e disputas. A operação deve criar o quinto maior banco do mundo, com 47 milhões de clientes, operações em vários países e sede em Amsterdã, na Holanda.


Os dois bancos informaram que a fusão vai gerar “sinergias”, devido ao corte de custos, incluindo 23.600 demissões, cerca de 10% da força de trabalho das duas instituições.


O acordo resultará na demissão de 12.800 pessoas, enquanto outros 10.800 cargos serão terceirizados. Metade dos cortes de empregos acontecerão no exterior.

No Brasil – Não há informações sobre o futuro do ABN/Real no Brasil. No entanto, o Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) já se articula para estudar os impactos que essa negociação terá no Estado. “Em defesa do ABN/Real, precisamos lutar pela manutenção dos postos de trabalho no Brasil e no mundo. A organização sindical no ABN/Real já tentava unificar a luta pelos direitos trabalhistas na Europa e nas Américas”, afirmou o diretor do SEEB/CE e funcionário do ABN/Real, Clécio Morse.


Já a Contraf/CUT continua solicitando que a direção do ABN Real receba a representação dos trabalhadores para discutir garantias de emprego para o momento de inseguranças e incertezas.