Banco apresenta nova proposta e Ceará rejeita

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A Caixa Econômica Federal apresentou nova proposta para o Plano de Cargos e Salários (PCS) da carreira profissional. A nova versão foi apresentada à Contraf-CUT em negociação ocorrida na quarta-feira, dia 10/6, em Brasília. No Ceará, em assembleia realizada no mesmo dia, a proposta foi rejeitada.


O banco propôs que a mudança para o novo PCS seja feita em duas etapas. A primeira ocorreria imediatamente, com adoção de tabela com salário inicial de R$ 6.199,00 e final de R$ 8.704,00, retroativa a 1º/4. A segunda etapa seria a adoção em janeiro da tabela sugerida pelo TST, com piso de R$ 6.600,00 e teto de R$ 9.116,00 pelo valor nominal, ou seja, compensados eventuais reajustes aplicados na database dos bancários.


A proposta contempla o abono de metade dos dias parados por conta da greve iniciada em 28/4. A outra metade seria compensada até o dia 31/12/2009. Não haveria abono de compensação para os casos de afastamentos programáveis, como férias, rescisão de contrato de trabalho, LIP e outros. O desconto das horas paradas só ocorreria se o empregado não as compenssasse em face desses afastamentos.


A empresa também se comprometia a abrir o registro do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) para fins de compensação, sob a alegação de que já existe o controle das horas de greve dos empregados que aderiram ao movimento.

MIGRAÇÃO – Seria realizada por aproximação salarial, considerando o valor do salário do trabalhador na data da migração – diferente da proposta anterior, na qual a migração retroagia a janeiro. O processo de migração seria feito em 60 dias após a assinatura do aditivo. Além disso, o banco mantinha as mesmas restrições apresentadas na proposta anterior, ou seja, não ter ações colidentes e não estar no Reg-Replan não saldado.


O presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Marcos Saraiva, informou que os profissionais do Estado consideram a proposta insuficiente e excludente. “A Caixa, ao longo desses quase 50 dias de greve, não se dispôs a negociar com seriedade com os trabalhadores e essa nova proposta, apresentada na última semana, busca dividir a categoria dos profissionais e retirar os companheiros da Campanha Salarial 2009, já que no bojo da proposta há a previsão de reajuste em janeiro de 2010, compensados os reajustes alcançados durante a campanha deste ano dos bancá-rios. Ou seja, se com o reajuste da database, em setembro, o empregado já alcançar o valor previsto no piso, ele não receberá mais nada em janeiro. Consideramos essa proposta excludente e afirmamos que os profissionais da Caixa no Ceará vão continuar na luta por uma proposta digna”, informou ele.