BANCO DIFICULTA ACESSO AO AUXÍLIO-DOENÇA

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O slogan do Santander, “O que podemos fazer por você hoje?”, certamente não abrange seus funcionários que precisam de afastamento médico para cuidar da saúde. Isso porque a empresa tem dificultado ao máximo a possibilidade de trabalhadores buscarem tratamento médico e, para isso, se afastarem das atividades laborais através do INSS.


Para que o trabalhador possa passar pela perícia é necessário, dentre outros documentos, apresentar o Requerimento de Perícia assinado pelo empregador. Ocorre que o Santander passou, há alguns meses, também a entregar para os trabalhadores a DUT – Atestado de Último Dia Trabalhado, exigido somente em alguns casos, com a clara intenção de influenciar a decisão do médico perito.


Desde janeiro de 2017, o movimento sindical vem denunciando que este documento, que deveria se limitar a prestar a informação sobre o último dia trabalhado, tem características de uma clara tentativa de influenciar, ilegalmente, a perícia médica. O documento ainda presta falsas informações, omite-se quanto aos riscos das atividades do trabalho bancário, a fim de obstar direitos oferecendo riscos aos trabalhadores adoecidos.


Na recente versão do documento pede para que o perito do INSS que está com o caso visite as instalações do Santander para verificar que o ambiente é adequado para trabalhar, que não há problemas ergonômicos relativos ao desempenho das funções e ainda traz estatísticas duvidosas de que a maioria dos afastamentos por problemas de saúde mental não tem relação com o trabalho.


O Sindicato orienta que o trabalhador que tiver algum problema relacionado ao afastamento, procure a entidade, trazendo os documentos que comprovem seu histórico médico.


“Entendemos que esse documento tem dado margem ao Santander para fazer uso de mais um procedimento ilegal contra os trabalhadores, num momento em que eles estão mais fragilizados. Reiteramos o pedido de imediata suspensão do procedimento e que o banco limite-se a prestar a informação do Último Dia Trabalhado”
Clécio Morse, diretor do Sindicato e funcionário do Santander