Banco do Brasil propõe acordo com beneficiários do anuênio

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Na quarta-feira, dia 10 de maio, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará, foi realizada a primeira reunião com os funcionários do Banco do Brasil beneficiários da ação do anuênio para tratar de acordo proposto pelo banco. Esse foi o primeiro grupo dentro de um total de 84 e contou com adesão unânime do grupo ao acordo.


Após o processo de execução passar por diversas cortes judiciais (TRT/TST), sempre com decisão favorável ao Sindicato afirmando que o banco teria de alterar todos os valores calculados por ele anteriormente, o BB procurou o Sindicato dos Bancários e, após várias reuniões, foram firmados os termos de um acordo, em que o banco está apresentando valores com base nos cálculos apresentados pelo Sindicato na ação de execução.


O acordo é de adesão individual e, para aqueles que não aceitarem, o processo continua na Justiça. O Departamento Jurídico informa ainda que não há uma previsão de quando os próximos lotes serão chamados, mas a tendência é de que o Banco do Brasil envide esforços para viabilizar novos encontros em breve.


A ação movida pelo Sindicato pede o restabelecimento do pagamento do anuênio e o pagamento das repercussões das diferenças do benefício sobre outras verbas: férias, 13º salário, FGTS, repouso semanal remunerado, licença prêmio, folgas, gratificação de função, adicional noturno, adicional de periculosidade, adicional de transferências, comissões, horas extras e verbas rescisórias e pagamento da fração das contribuições que deixaram de ser prestadas à PREVI.


Histórico – Em 1998, o Banco do Brasil retirou o anuênio de todos os funcionários. Diante disso, o Sindicato entrou com uma ação na Justiça requerendo o retorno do benefício – ação esta ganha em todas as instâncias. A partir da decisão judicial, o banco já fez um adiantamento do anuênio na folha de junho e a volta do benefício resultou num aumento em torno de 10,5% para o funcionalismo, à época.


“Fizemos uma boa negociação com o BB para individualizarmos valores dos bancários. Fizemos um bom debate com os colegas representados nesse processo e caminhamos para uma boa solução desse passivo”
José Eduardo Marinho, diretor do Sindicato e funcionário do BB