BANCO LUCRA R$ 6,2 BILHÕES NO TRIMESTRE, MAS SEGUE FECHANDO AGÊNCIAS

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O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,2 bilhões no 1º trimestre de 2019, crescimento de 22,3%, em relação ao mesmo período de 2018 e de 7% comparado com o último trimestre do ano passado.


Em 12 meses, o Bradesco teve saldo positivo de 1.563 contratações. As despesas de pessoal também cresceram 7,2% no período, atingindo R$ 5 bilhões. Entretanto, no mesmo período foram fechadas 114 agências e 54 pontos de atendimento. De acordo com o banco, essa elevação nas despesas está relacionada com “efeitos do acordo coletivo de 2018/2019 (reajuste de 5%) e à evolução do quadro de funcionários, em sua maioria alocados nas áreas de negócios”. O banco também criou o PDE (Prêmio por Desempenho Extraordinário), antiga reivindicação dos bancários. Entretanto, só são elegíveis ao programa gerentes de agências, gerentes administrativos e gerentes da área comercial.


A carteira de crédito do banco apresentou crescimento de 12,7% em doze meses e 3,1% no trimestre, atingindo R$ 548,3 bilhões. O índice de inadimplência superior a 90 dias reduziu 1,13 p.p em doze meses, ficando em 3,27%.


Em documento divulgado pelo Bradesco, o banco enfatiza que os resultados foram menores que o esperado e que, na visão da instituição, as condições para uma aceleração do crescimento estão atreladas à inflação e juros baixos, expansão do crédito com inadimplências reduzidas e à aprovação da reforma da Previdência. A ansiedade na aprovação da Reforma deixa claro que as mudanças só vão beneficiar os banqueiros e os empresários. A holding encerrou o 1º trimestre de 2019 com 99.156 empregados.


“O lucro do Bradesco mostra claramente que existe espaço para melhorar as condições de trabalho dos funcionários nas agências e ainda incluir todos os funcionários no PDE, uma vez que todos colaboram para o resultado”
Carmem Grego, diretora do Sindicato e funcionária do Bradesco