BANCO NÃO ATENDE PRINCIPAL REIVINDICAÇÃO PARA NOVO ACT

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Representantes dos bancários e do Santander iniciaram os debates sobre a minuta de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados dias 3 e 4/3. Os trabalhadores querem que, além da renovação das cláusulas vigentes, haja avanços em alguns pontos, entre eles a isenção de tarifa e linhas de crédito com condições diferenciadas para os empregados do banco.


No dia 3, o banco havia apresentado uma proposta que prevê a renovação do atual acordo, alterando apenas o índice de correção do piso do Programa Próprio de Resultados Santander (PPRS), de acordo com o índice da CCT. Os representantes dos trabalhadores recusaram a proposta do banco no momento de sua apresentação e deixaram claro que, além de renovar na íntegra o aditivo, é preciso avançar em alguns pontos.


Segundo os dirigentes da Comissão de Empresa dos Funcionários (COE Santander), o banco tem condições de atender todas as reivindicações apresentadas. A COE aguarda uma proposta que dialogue com os anseios dos trabalhadores e lembra que, no Brasil, o Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 14,550 bilhões em 2019, crescimento de 17,4%, em relação a 2018, montante que representa 28% do lucro global do banco, que foi de € 8,252 bilhões (com crescimento de 3% em um ano). Entre 2015 a 2019, o lucro do banco cresceu 120%. No mesmo período, o piso da PPRS cresceu apenas 32%.


Diante da não aceitação da proposta pelos representantes dos trabalhadores, o banco alegou que não tinha mais como avançar na proposta e encerrou a mesa de negociações.