Bancos abrem empregos, mas mantêm contradições de gênero

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Os bancos brasileiros abriram 544 postos de trabalho no Brasil, em janeiro de 2016, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No entanto, no último trimestre de 2015, comemoraram os maiores lucros da sua história combinado com a redução de 9.886 postos de trabalho.


A análise revela que apenas a Caixa Econômica Federal apresentou saldo negativo no período (menos 82 postos de trabalho). Os bancos como Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e HSBC, geraram 577 novos postos.


Desigualdade entre homens e mulheres – As 1.427 mulheres admitidas nos bancos no primeiro mês do ano receberam, em média, 83,9% da remuneração média dos homens contratados no mesmo período. Há diferença de remuneração também na demissão. As mulheres que perderam vínculo nos bancos em janeiro recebiam R$ 5.281,06, o que representou 73,4% da remuneração média dos homens desligados.


“É lamentável, mas as diferenças de tratamento de gêneros são bem presentes no setor bancário. As mulheres são contratadas e demitidas com salários inferiores aos dos homens. É clara a discriminação, que devemos lutar ainda mais para superar”
Carmem Amélia, diretoria do SEEB/CE e bancária do Bradesco