Bancos cortam 1.024 empregos em janeiro e rotatividade reduz salários

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O sistema financeiro brasileiro fechou 1.024 postos de trabalho em janeiro de 2014. O número só não foi maior porque a Caixa Econômica Federal criou 521 vagas no mesmo período. A redução de empregos anda na contramão do conjunto da economia do País, que gerou 29.595 novos postos de trabalho no primeiro mês do ano.


Os dados constam na Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) divulgada dia 26/2 pela Contraf-CUT, que faz o estudo em parceria com o Dieese, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


Segundo o estudo, os bancos brasileiros contrataram 2.613 funcionários em janeiro e desligaram 3.637. Vinte estados apresentaram saldos negativos de emprego. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com 278, 177 e 114 cortes, respectivamente.


Rotatividade – A pesquisa mostra ainda que o salário médio dos admitidos pelos bancos em janeiro foi de R$ 3.443,22 contra o salário médio de R$ 5.407,07 dos desligados. Ou seja, os trabalhadores que entram no sistema financeiro recebem remuneração 36,3% inferior à dos que saem. Isso demonstra que os bancos, especialmente os privados, seguiram praticando rotatividade como instrumento para enxugar a massa salarial e aumentar mais ainda seus lucros.


A pesquisa também aponta uma alta concentração de renda nos bancos. No Itaú, por exemplo, cada diretor recebeu, em média, R$ 9,05 milhões em 2012, o que representa 191,8 vezes o que ganhou o bancário do piso salarial. No Santander, cada diretor embolsou, em média, R$ 5,62 milhões no mesmo período, o que significa 119,2 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que pagou, em média, R$ 5 milhões no ano para cada diretor, a diferença para o salário do caixa foi de 106 vezes. Ou seja, para ganhar a remuneração mensal de um executivo, o caixa do Itaú tem que trabalhar 16 anos, o caixa do Santander 10 anos e o do Bradesco nove anos.


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Em 2014 devemos ampliar a luta contra as demissões e as terceirizações, por mais contratações e pelo fim da rotatividade.  Assim, temos a principal estratégia para proteger e ampliar o emprego bancário”
Gabriel Motta, diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do Bradesco