Bancos cortam 3,6 mil empregos até julho deste ano

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O sistema financeiro nacional fechou 3.600 postos de trabalho nos primeiros sete meses de 2014, atuando na contramão da economia brasileira, que gerou 632.224 novos empregos formais no mesmo período. Os dados são da Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) divulgada no dia 22/8, pela Contraf-CUT, que faz o estudo em parceria com o Dieese, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


“Apesar dos lucros gigantescos, os bancos brasileiros, principalmente os privados, seguem eliminando postos de trabalho em 2014, o que é injustificável. Somente no ano passado, os seis maiores bancos (BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) lucraram R$ 56,7 bilhões”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.


Rotatividade achata salários dos bancários – De acordo com o levantamento da Contraf-CUT/Dieese, além do corte de vagas, a rotatividade continuou alta no período. Os bancos brasileiros contrataram 20.075 funcionários e desligaram 23.675. A pesquisa mostra que os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio equivalente a 63,3% da remuneração dos que saíram.


Maior concentração de renda nos bancos – Enquanto no Brasil, os 10% mais ricos no País, segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres, no sistema financeiro a concentração de renda é ainda maior. No Itaú, cada membro do Conselho de Administração recebeu, em média, R$ 15,5 milhões em 2013, o que representa 318,5 vezes o que ganhou o bancário do piso salarial.


Com o corte de empregos pelos bancos, a população é atingida diretamente pela queda na qualidade do atendimento, os bancários que ficam são sobrecarregados e os novos que chegam recebem cerca de 63,3% da remuneração dos que saíram. Isso é injustificável dada a alta lucratividade dos bancos”

Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e empregado da CEF