Bancos eliminaram 17.801 postos de trabalho até outubro deste ano

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Em 2017, as instituições financeiras do País continuam com sua tradição de lucrar e demitir. Os bancos fecharam 17.801 postos de trabalho no Brasil, entre janeiro e outubro de 2017, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), feita pela subseção do Dieese da Contraf-CUT. Somente a Caixa extinguiu 6.827 vagas de emprego no ano. O movimento do emprego bancário em 2017 está atrelado aos planos de demissão voluntária promovidos pela Caixa e pelo Bradesco.


Os bancos múltiplos com carteira comercial, que incluem Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander, cortaram 10.682 empregos. Esses mesmos quatros bancos lucraram R$ 47,8 bilhões, nos nove primeiros meses do ano, alta de 15% em relação ao mesmo período de 2016.  São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados com maior incidência de saldos negativos.  No Ceará, os bancos fecharam 605 postos de trabalho entre janeiro e outubro/2017.


Esta situação ruim ainda é impactada pela reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro, e por PDV’s. A perda impressionante de postos de trabalho, atinge bancários com idade entre 50 e 64 anos, que vai amplificar os malefícios da pretendida Reforma da Previdência. Trata-se de uma faixa de trabalhadores que dificilmente retorna ao mercado de trabalho e que não vai conseguir colocação no mercado e nem se aposentar.


A Caixa foi responsável pelo fechamento de 6.827 postos, sendo 3.039 em março e 2.302 em agosto, os dois piores saldos apresentados. Meses, estes, seguintes às divulgações dos PDV’s, também, abertos pela instituição em 2017. O mês de setembro apresentou o primeiro saldo positivo na Caixa, desde março de 2015 (56 postos abertos), voltando a ser negativo em outubro (-38).