Bancos estão em 1º no ranking da doença em trabalhadores

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Segundo o Ministério da Previdência Social, os bancos estão em 1º lugar no ranking de registros de LER/Dort no País. De 2000 a 2005, R$ 981,4 milhões foram pagos em auxílio-doença a 25,08 mil bancários afastados do trabalho por doenças incluídas nessas classificações. Os dados estão em reportagem publicada na Folha de S.Paulo.


Para o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Plínio Pavão, os bancos precisam investir em prevenção e adotar políticas que não forcem os trabalhadores a produzir mais do que sua capacidade. Apenas 8.700 dos casos, um terço dos 25,08 mil bancários que receberam o auxílio-doença, foram reconhecidos pelos bancos. Plínio lembra ainda que esse quadro de subnotificação (notificação abaixo do número real) vem sendo denunciado há muitos anos pelas entidades sindicais ligadas à Contraf-CUT.


O jornal apresenta declaração do presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. Ele sustenta que, em muitos casos, os bancos usam indenizações diretas aos trabalhadores afastados como moeda de troca para evitar a notificação do acidente. O pagamento é feito para que o trabalhador peça demissão, abrindo mão de direitos como estabilidade, seguro-desemprego etc. O resultado é que a indenização sai mais barata para a empresa e cara para o trabalhador.


O superintendente de relações trabalhistas da Febraban, Magnus Apostólico nega que a prática ocorra e tenta pôr a culpa em fraudes e esquivar os bancos da responsabilidade.