Bancos lucram muito, mas frustam primeira negociação

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Na primeira rodada de negociação, a federação dos bancos (Fenaban) não garantiu direitos dos trabalhadores, nem a manutenção da negociação nacional, como estabelece a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A reunião aconteceu no dia 28/6, entre os representantes dos bancos e o Comando Nacional dos Bancários, em São Paulo. Em reunião prévia à negociação, o Comando debateu que a prioridade era garantir a ultratividade, porém viu-se frustrado já que a Fenaban não se posicionou sobre a assinatura.


Está marcada para 12 de julho outra negociação e os trabalhadores aguardam a assinatura de pré-acordo de ultratividade, princípio que garante a manutenção das cláusulas da CCT até a assinatura da nova convenção. Esse pré-acordo é necessário em função da nova legislação trabalhista, que precariza as relações de trabalho.

“Estamos mobilizados e vamos manter as nossas reivindicações, mobilização e luta para garantir nossos direitos”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, em exercício, membro do Comando Nacional, José Eduardo Marinho.


PRIORIDADES – Em Consulta Nacional dos Bancários, a categoria definiu como prioridades o aumento real, manutenção de direitos, combate ao assedio moral e manutenção do emprego. 60% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a fazer greve para defender seus direitos e destacaram como péssima a reforma trabalhista para a categoria.



PAUTA PODE SER ATENDIDA

Juntos Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander lucram:


R$ 77,4 bilhões (Em 2017)


R$ 20,6 bilhões (No 1º trimestre de 2018)