Bancos não cumprem leis de segurança e são multados em R$ 1,7 milhões

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Por descumprimento da legislação de segurança, vários bancos acabaram sendo novamente multados na quarta-feira, dia 4/3. Desta vez, eles foram punidos em R$ 1,713 milhão, na 79ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos da Segurança Privada (CCASP), realizada nas dependências da Polícia Federal (PF), em Brasília.


O Bradesco foi o campeão, levando multas no total de R$ 400 mil, seguido do Itaú, Real, Caixa Econômica Federal, Unibanco, Santander, Citibank, Banco do Brasil, HSBC e Nossa Caixa. Seis agências – três do Unibanco e três da Nossa Caixa – foram interditadas.

Descaso e irresponsabilidade – Foi a primeira reunião em 2009 da CCASP. Estiveram em pauta 153 processos movidos contra bancos, abertos pelas Delegacias de Segurança Privada (DELESP) de cada Estado, durante o trabalho de fiscalização do plano de segurança das agências e postos de atendimento bancário. Entretanto, vários processos foram retirados da pauta pela Febraban e serão apreciados na próxima reunião. Outros foram arquivados por falhas processuais da PF.


Segundo o representante da Contraf-CUT, Daniel Reis, a ausência de plano de segurança aprovado pela PF, contrariando a lei federal nº 7.102, de 1983, foi o motivo principal das punições aplicadas contra os bancos. Outras irregularidades apontadas pela PF foram: transporte irregular de valores, falta de vigilante no auto-atendimento e alarme inoperante. “Os bancos agem com enorme descaso e irresponsabilidade, tornando agências e postos vulneráveis e expondo ao risco os trabalhadores e os clientes”, destacou o dirigente sindical.


Nova mensagem sobre vigilantes – O coordenador da CCASP, delegado Adelar Anderle, anunciou que nos próximos dias a PF emitirá nova mensagem acerca do número mínimo de vigilantes nas agências, diante das ponderações feitas pelas DELESP dos estados. “A Mensagem nº 92 é um equívoco. A agência fica um terço do horário de atendimento com apenas um vigilante, o que viola a legislação e fragiliza a segurança”, apontou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV), José Boaventura Santos.