BANCOS PÚBLICOS SÃO VITAIS PARA DESENVOL-VIMENTO SOCIOECONÔ-MICO DO PAÍS

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“Numa sociedade tão desigual, não podemos não contar com elas, em especial os bancos públicos. Caixa, BNDES, Banco do Brasil, BNB e outros são os grandes responsáveis por impulsionar o desenvolvimento, a criação de emprego e renda. Por isso, temos de ajudar a sociedade a compreender que as empresas públicas são indispensáveis para todos os brasileiros”

José Eduardo Marinho, diretor de Imprensa do SEEB/CE


Os números mostram a importância dos bancos públicos para a sociedade e desmentem as afirmações de que as empresas estatais têm gestão ineficiente. No primeiro semestre de 2018, elas apresentaram lucro líquido de R$ 37,3 bilhões e os dividendos que essas empre-sas vão repassar para a União giram em torno de R$ 5,7 bilhões. Quando analisamos um pe-ríodo maior, de 2002 a 2016, vemos que as empresas estatais repassaram R$ 285 bilhões de dividendos para União. Elas não dão prejuízo. Ao contrário, dão lucro.


A Contraf-CUT participou de audiência pública sobre a privatização das empresas públi-cas, no dia 28/9, no Supremo Tribunal Federal, convocada pelo ministro Ricardo Lewandows-ki antes de tomar sua decisão sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5624. A Contraf-CUT é uma das autoras da ADI e a presidenta Juvandia Moreira apresentou números que mostram o prejuízo que a sociedade brasileira pode ter se os bancos públicos forem pri-vatizados.


Muitas cidades correrão o risco de não ter nenhuma agência bancária se os bancos públi-cos forem privatizados. “Sem os bancos públicos, grande parte do país estaria desassistido do atendimento bancário, significando que, se nós não tivéssemos bancos públicos, teríamos problemas tanto no financiamento imobiliário, quanto no crédito agrícola e para o desenvolvi-mento econômico. Segundo dados do Banco Central, 87% das operações de crédito efetua-dos na região Nordeste são de bancos públicos. Na Região Centro-Oeste chega a 91,8%, na Região Norte a 94,5% e no Sul a 84%. Somente no Sudeste as operações de crédito dos bancos públicos são menores do que a dos bancos privados.


COMIDA NO PRATO – Para o crédito agrícola, 70% do alimento que chega na mesa do trabalhador brasileiro vem da agricultura familiar e as operações são realizadas por bancos públicos, como o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, que cobram taxas de cerca de 5% ao ano pelo crédito agrícola. Se fosse no mercado financeiro privado os juros seriam de 70%. Isso significa que os alimentos chegariam mais caros na mesa do povo brasileiro.


MORADIA – Caixa, BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste são responsáveis por impulsionar desenvolvimento, criação de emprego e renda. A Caixa é responsável por 70% dos financiamentos habi-tacionais do país e também pela administração de diversos programas sociais. Manter a Caixa 100% pública é um grande ativo para as próximas gerações.