Banqueiros dizem NÃO às reivindicações da categoria e Comando reforça mobilização

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A segunda rodada de negociações da Campanha 2013, que tratou de saúde e condições de trabalho, emprego e igualdade de oportunidades, terminou no dia 16/8, com os bancos rejeitando todas as reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional.


Os bancos já haviam rejeitado as reivindicações sobre o fim das demissões imotivadas e da rotatividade e sobre o respeito à jornada de 6 horas, também recusaram as demandas relativas às terceirizações, aos correspondentes bancários, à criação de comissão para acompanhar mudanças tecnológicas e ao projeto dos bancários sobre ampliação do horário de atendimento ao público, além da implementação de medidas práticas para coibir discriminações e promover a igualdade de oportunidades.


Basta de terceirização – A reivindicação dos bancários é que os bancos suspendam a implantação de quaisquer projetos de terceirização e recontratem como bancários os terceirizados dos setores envolvidos. Os bancos rejeitaram a proposta. A Fenaban, ao contrário, quer terceirizar todo o serviço bancário. São os bancos que estão coordenando a bancada empresarial na mesa quadripartite (que inclui ainda trabalhadores, governo e parlamentares) que está discutindo o PL 4330 que regulamenta a terceirização e precariza o trabalho.


Criação de novas agências – Os representantes patronais também recusaram a demanda para que os bancos universalizem o atendimento bancário para todos os municípios do País.


Comissão sobre mudanças tecnológicas – Com o objetivo de impedir demissões, os bancários querem criar comissão bipartite sobre mudanças tecnológicas para debater, acompanhar e apresentar propostas diante de projetos de mudança tecnológica. Os negociadores dos bancos recusaram a criação da comissão, alegando que cada instituição tem sua própria política tecnológica, e propuseram a realização de um seminário sobre o tema.


Horário de atendimento ao público e controle de filas – Os bancos recusaram tanto a reivindicação para a criação de dois turnos de trabalho, a fim de viabilizar o cumprimento do horário de atendimento ao público das 9h às 17h – com proibição de abertura das agências aos sábados, domingos, feriados e período noturno – quanto a demanda para que tomem medidas para diminuir o tempo de espera dos clientes e usuários nas filas.


Promoção da igualdade de oportunidades – A reivindicação dos bancários é que os bancos tomem medidas concretas para democratizar o acesso e as promoções nas empresas, garantindo que todos tenham igualdade de condições de contratação, independente de idade, sexo, cor, orientação sexual e condições socioeconômicas. E pela primeira vez, os bancários incluíram na pauta cláusula reivindicando que seja assegurado no quadro de empregados de cada banco o percentual mínimo de 20% de negros. Os negociadores da Fenaban concordam em geral com os diagnósticos sobre a necessidade de promoção da igualdade, mas argumentam que isso deve acontecer naturalmente e se recusam a adotar medidas objetivas e concretas.