Batalha constante e de difícil combate

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Febre alta, dor atrás dos olhos, indisposição, falta de apetite, vermelhidão e dores fortes pelo corpo (febre quebra ossos). Quem já teve dengue facilmente identifica esses sintomas. São difíceis de esquecer e rapidamente detectados. Após ser picado, o paciente decorre de três a cinco dias para apresentar os sintomas da doença. Existem casos onde 1% dos pacientes apresentam agravantes de sintomas, tais como: sangramento de vasos superficiais, hemorragias internas, queda de pressão arterial, choque, coma e distúrbios metabólicos, que caso não tratados com a devida atenção podem levar a óbito.


O mosquito Aedes Aegypti, conhecido popularmente como “mosquito da Dengue” é o transmissor de uma epidemia que se disseminou pela América Latina, África e Ásia. O Brasil por ser um País considerado de clima tropical é um dos principais atingidos pelo clima e pelos hábitos urbanos que oferecem boas condições para a proliferação do mosquito transmissor.


Segundo pesquisas realizadas recentemente, a doença é causada por quatro subtipos de vírus geneticamente próximos, que são: subtipos um, dois, três e quatro. A pessoa que adquire um desses subtipos, após tratada fica imune para tal, no entanto para os demais não adquire imunidade. São os casos onde a mesma pessoa pode vir a ter até três vezes a doença. Cerca de 90% dos casos de dengue hemorrágica ocorre em pessoas anteriormente contaminada por um dos quatros subtipos de vírus. No entanto, aproximadamente 10% dos pacientes apresentam o quadro de hemorragia já na primeira contaminação.

Batalha constante – O combate a doença é uma batalha constante que se resume basicamente à eliminação dos focos de água parada para impedir a multiplicação dos mosquito transmissor. Tendo em vista a não descoberta da vacina essa é a principal medida adotada para o controle da doença.


O acompanhamento por um profissional da área de saúde é o principal caminho para o tratamento da doença. É aconselhável repouso absoluto e a ingestão de bastante líquido para a total recuperação do paciente.


A importância para que não haja automedicação nos casos de dengue, se dá pelo fato de que o uso de remédios à base de ácido acetilsalicílico (AAS), conhecido popularmente como aspirina é um dos principais causadores de hemorragia.