BB e Caixa já agendaram as primeiras negociações da campanha salarial

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O Comando Nacional dos Bancários entregou ao presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e ao vice-presidente de Gestão de Pessoas da Caixa Econômica Federal, Édilo Valadares, as pautas específicas de reivindicações dos funcionários dos dois bancos. As duas reuniões aconteceram na segunda-feira, 17/8, em Brasília, com a presença do presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Marcos Saraiva, e do diretor e presidente eleito da entidade, Carlos Eduardo.


Os bancários do BB propuseram os termos de um pré-acordo para garantir a manutenção das cláusulas do aditivo atual que vencerão no dia 1º/9. Uma rodada de negociação foi marcada para o dia 24/8. Os temas a serem discutidos não foram definidos antecipadamente. Os funcionários querem avançar, principalmente, no que diz respeito a conquista de um novo Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), valorização do piso, fim da lateralidade e do assédio moral.


O diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo, enfatizou a importância de se discutir o papel dos bancos públicos. “É preciso destacar que os bancos públicos devem ter um papel mais social, de desenvolvimento, de investimento e não, simplesmente, transformar essas instituições em meros vendedores de produtos”, afirmou.


Já os empregados da Caixa Econômica Federal agendaram uma reunião para o dia 26/8 para tratar das pendências do ano passado, especialmente ticket e PCS. Outras reuniões serão agendadas em breve. “A presença do Comando Nacional demonstra a unidade da categoria, que está preparada para uma forte mobilização nessa campanha salarial”, afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE-Caixa), órgão da Contraf-CUT que assessora o Comando Nacional nas negociações com a empresa.


Na Caixa, dentre as principais reivindicações dos empregados, destacam-se a implantação do novo Plano de Cargos Comissionados (PCC). As negociações com o banco já vêm ocorrendo, mas a Caixa não cumpriu seu compromisso de apresentar uma proposta até o dia 30/6. Os trabalhadores da Caixa querem um PCC com critérios claros e democráticos para a progressão na carreira e com a devida valorização das funções, além de demandas como: isonomia de direitos entre novos e antigos empregados; ampliação dos direitos dos aposentados; contratação de novos empregados; melhoria das condições de trabalho; respeito à jornada de seis horas; e democratização da gestão.


“O nosso principal objetivo é revalorizar a profissão de bancário. Antes, ser bancário tinha o seu glamour, hoje, é um verdadeiro pesadelo. O que nós queremos, e que nunca vamos desistir de lutar, é por melhores condições de trabalho para todos os bancários, sejam eles de bancos públicos ou privados”, disse o presidente do Sindicato, Marcos Saraiva.