Bradesco compra o HSBC e Contraf-CUT pede reunião para discutir empregos

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O HSBC confirmou na madrugada de segunda-feira, 3/8, a venda da unidade brasileira para o Bradesco, por US$ 5,2 bilhões (cerca de R$ 17,8 bilhões). A informação foi divulgada pelo relatório que acompanha as demonstrações financeiras do segundo trimestre. O negócio deve ser concluído até o segundo trimestre de 2016.


O valor final a ser pago pelo Bradesco ainda pode ser ajustado, segundo o documento, para refletir o valor do ativo na conclusão do negócio. O HSBC afirma que vai manter uma presença modesta no País com um banco de atacado para atender aos clientes internacionais.


Com a aquisição dos R$ 168 bilhões em ativos do HSBC, o Bradesco se aproxima do Itaú, maior banco privado do País com R$ 1,20 trilhão em ativos. O Bradesco informou, durante a divulgação de seu balanço, na semana passada, que seus ativos, em junho, atingiram R$ 1,030 trilhão, um crescimento de 10,6% em relação ao saldo de junho de 2014. Com a compra, chegam a R$ 1,19 trilhão.


Defesa do Emprego – As direções do Bradesco e do HSBC já fizeram contato com a Contraf-CUT para tratar da transação entre as duas instituições. A Contraf-CUT solicitou uma reunião com os dois bancos para discutir a questão dos empregos. “A transação nos surpreendeu pela quantia envolvida. Se o banco tem um valor acima do esperado é porque seus trabalhadores possuem muita qualidade. São eles que fazem o trabalho na instituição. Isso ajuda muito a negociação, no momento, pela manutenção dos postos de trabalho”, afirma Humberto Simão, diretor do Sindicato e funcionário do HSBC.


O HSBC tem 853 agências espalhadas em 531 municípios brasileiros. No Ceará são 72 funcionários distribuídos em cinco agências. O banco britânico está presente no Brasil desde o fim dos anos 1990, com a compra do Bamerindus.