Bradesco lucra R$ 12 bi e corta 4,7 mil empregos

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O Bradesco apresentou lucro líquido ajustado de R$ 12,736 bilhões nos nove primeiros meses de 2016, redução de 4,3% em relação ao lucro líquido ajustado do mesmo período de 2015 (R$ 13,311 bilhões), correspondendo à rentabilidade de 17,6% sobre o patrimônio líquido.


Aos acionistas foram pagos e provisionados, a título de juros sobre o capital próprio, R$ 5,184 bilhões relativos ao lucro do período de nove meses de 2016. Remuneração completamente livre de impostos, graças a uma lei sancionada no governo Fernando Henrique Cardoso, em 1996, que beneficia os acionistas.


O número de funcionários chegou a 109.922, sendo 21.016 provenientes do HSBC. Com isso, a instituição financeira passa a ser a maior do País em número de funcionários, à frente inclusive do Banco do Brasil. Sem a incorporação, o Bradesco teria reduzido 4.790 postos de trabalho em 12 meses, sendo 518 apenas nos últimos três meses.


As receitas de prestação de serviços e tarifas pagas pelos clientes chegaram a R$ 15,7 bilhões, crescimento de 10,4%. Essa receita cobre 127% do total das despesas de pessoal do Bradesco.


“Os números do Bradesco reforçam que é possível avançar nas reivindicações específicas dos trabalhadores. Temos uma pauta específica que volta à mesa após o término da campanha nacional e uma série de questões para as quais esperamos resposta positiva. Manteremos nossa mobilização para garantir novos avanços, o balanço do banco demonstra que isso é possível”
Gabriel Rochinha, diretor do Sindicato e bancário do Bradesco