Brasil sediará III Conferência Global sobre Trabalho Infantil em 2013

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Foi instalada no dia 12/11, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, a Comissão Organizadora da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil. A solenidade contou com a participação do secretário nacional de Políticas Sociais da CUT, Expedito Solaney, que representa as organizações dos trabalhadores na comissão organizadora do evento internacional que ocorrerá no Brasil de 8 a 10 de outubro de 2013, com o tema “Estratégias para acelerar o ritmo da erradicação das piores formas de trabalho infantil”.


As conferências globais sobre Trabalho Infantil não têm periodicidade. A primeira foi realizada em Oslo, na Noruega, em 1997, e a segunda em Haia, na Holanda, em 2010. O Brasil será o primeiro país fora da Europa a receber o encontro.


Atualmente, há cerca de 250 milhões de crianças entre 5 e 17 anos trabalhando no mundo, de acordo com o último Relatório Global sobre Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2011. Desse total, cerca de 115 milhões atuam em atividades perigosas, entre as quais estão as piores formas de trabalho infantil. No Brasil, há aproximadamente 3,4 milhões de jovens entre 10 e 17 anos no mercado de trabalho, segundo o Censo de 2010.


Para Solaney, “há ainda a prática do trabalho infantil no Brasil porque os salários ainda são muito baixos. Assim, os filhos dos trabalhadores em idade inadequada vão trabalhar para complementar a renda familiar, para comprar um objeto de desejo. É inadmisível a sexta maior economia do mundo tenha 4,3 milhões de crianças de 5 a 17 anos trabalhando. Apesar destes dados, tem diminuindo de forma sistemática, porém ainda em ritmo lento, o número de crianças trabalhando no Brasil”.


Solaney alerta que “com esse ritmo não atingiremos a meta dos objetivos do milênio que é erradicar as piores formas de trabalho infantil do trabalha até 2015. A III conferência traz o debate para o centro da pauta isso é muito bom. Os governos vão se mobilizar para não darem vexame com os dados e metas inatingíveis e o governo federal será obrigado a reavaliar os programas e projetos, ouvir mais o movimento sindical, o FNPETI a CONAETI e parar de fazer mais do mesmo porque não está surtindo o efeito esperado, não esta reduzindo o numero de trabalho infantil. Por fim, é dever do governo executar o II Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, cujo plano contribuímos na sua elaboração”.