Caixa da Av. Francisco Sá virou um canteiro de obras

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Um verdadeiro canteiro de obras. É assim que pode ser definida a situação da Caixa Econômica Federal da Av. Francisco Sá. Desde novembro do ano passado, a agência está passando por um processo de ampliação e, na impossibilidade, segundo a gerência, de se encontrar um prédio semelhante nas redondezas, funcionários e clientes estão lá: trabalhando em meio à poeira e ao caos que uma reforma acarreta. E esse cenário deve durar ainda até julho, data prevista para o fim da obra.


“A unidade é, normalmente, muito lotada, pois a região em que se encontra tem uma grande demanda de atendimento. A situação já era difícil sem a reforma, com ela então, só tem piorado. A agência realmente se tornou um canteiro de obras”, afirmou o diretor do Sindicato, Marcos Saraiva.


A gerência da unidade informou que vem fazendo um trabalho de esclarecimento sobre a reforma junto à clientela e aos empregados, que trabalham de máscara, e que uma copeira passa regularmente distribuindo água. Além disso, como os trabalhos da reforma se estendem diariamente até às 22h, os procedimentos que produzem barulho só são realizados após o expediente bancário.


“Isso aqui é um caos total. Além de a agência estar sempre lotada, agora nós estamos expostos a essa poeira, com a fiação toda exposta, não se sabe onde é a saída de emergência, não se sabe de nada. Até na casa da gente, quando estamos fazendo uma reforma, isolamos o local, fechamos…só a Caixa que não sabe disso”, reclamou uma cliente que disse estar desde a abertura da unidade esperando atendimento.


O Sindicato dos Bancários do Ceará já pediu uma audiência de mediação junto à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para tentar solucionar a questão. “Estaremos atentos à situação da agência”, avisa Saraiva.