CAIXA ECONÔMICA FEDERAL: Fechamento de agências põe em risco capilaridade e papel social

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Anúncios fixados nas entradas de várias agências da Caixa Econômica Federal por todo o País estão acendendo o sinal de alerta mais uma vez: “esta agência encerrará suas atividades em 24 de setembro de 2017. Os clientes serão atendidos pela Ag ‘tal’, além do internet banking e celular”. A meta da direção do banco seria encerrar as atividades em 122 unidades num primeiro momento.


O movimento sindical já recebeu denúncias de agências que serão fechadas em Salvador, Brasília, Fortaleza (Ag. Siqueira) e interior de Minas Gerais, entre outras. Essa é mais uma medida do projeto para enfraquecer e desmontar a Caixa, cuja capilaridade é uma das principais características.


A Caixa possui 4.244 agências e postos de atendimento. No primeiro trimestre, eles foram responsáveis por pagar cerca de 39,8 milhões de benefícios sociais, totalizando R$ 7,2 bilhões, dos quais R$ 6,9 bilhões do Bolsa Família. O banco pagou 67 milhões de benefícios voltados ao trabalhador, que totalizaram R$ 73,7 bilhões, e 16,1 milhões de créditos de aposentadorias e pensões (R$ 19 bilhões). De janeiro a março, a carteira imobiliária alcançou R$ 412,9 bilhões, enquanto as operações de saneamento e infraestrutura totalizaram R$ 78,9 bilhões. Os números provam a importância da presença da Caixa em todo o país. É o banco dos mais carentes, dos trabalhadores, dos aposentados, das prefeituras, dos empreendedores, de quem quer realizar o sonho da casa própria.


O que está ocorrendo é uma equivocada mudança de perfil da Caixa, buscando atuar em um nicho de mercado que não é o do banco, que são os clientes de alta renda. Em relação aos empregados, o que se vê é a redução das funções, gerando um prejuízo financeiro para a categoria.


“A Caixa é muito mais que um banco e medidas como essa precisam ser discutidas com a sociedade. Por isso, estamos convocando todos os brasileiros para a luta com a campanha ‘Defenda a Caixa você também’. A Caixa é do povo brasileiro, defender a Caixa é defender o nosso patrimônio”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e da Fenae