Caixa Econômica nega suspensão da reestruturação e novas contratações

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A reestruturação promovida pela Caixa desde o dia 10/3 foi um dos pontos debatidos na mesa de negociação permanente que ocorreu dia 14/4, em Brasília. Representantes dos trabalhadores relataram o clima de apreensão que tomou conta dos empregados diante da falta de informações a respeito das mudanças e que podem significar a extinção de unidades, a perda de funções e transferência de pessoal, inclusive para outros municípios.


Os representantes da Caixa afirmaram que a reestruturação está sendo feita por etapas. Eles afirmaram que não têm informações sobre os próximos passos e que a rede não será afetada no momento, a não ser para receber profissionais que sejam remanejados para as agências.


Os relatos dos problemas detectados nos estados impressionaram os negociadores, que disseram não saber a extensão das mudanças já ocorridas na vida de muitos empregados. No entendimento da CEE, a reestruturação enfraquece a empresa, desmotiva os empregados e afeta o atendimento ao cliente. Combinada com a ausência de contratação de concursados e com o Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA), mostra que o discurso de valorização das pessoas está distante da realidade dos empregados da empresa.


Sobre a contratação de pessoal, a Caixa deixou claro que não há qualquer expectativa de convocação. Se a situação já é desesperadora no momento atual, com o novo PAA, que registrou 1.793 adesões, ela se agravará ainda mais.


Funcef – A Caixa concordou com a formação de um grupo de trabalho, com representantes da empresa, dos empregados e da Funcef para discutir o contencioso do fundo de pensão. Esse grupo será formado no prazo de 30 dias.


A próxima negociação está marcada para o dia 25 de maio.


“A reestruturação criou um verdadeiro caos nos locais de trabalho por ser um processo conduzido sem que os trabalhadores pudessem conhecer e sugerir formas de reduzir o impacto dessas mudanças na vida das pessoas. Hoje há uma quantidade imensa de boatos e nós precisamos ter mais clareza de como se dará essa reestruturação. Para isso, nós defendemos a imediata suspensão do processo e a abertura de diálogo com os empregados”
Marcos Saraiva, representante da Fetrafi/NE na CEE/Caixa