Caixa impõe teto de gastos para o plano de saúde dos empregados

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A direção da Caixa tem divulgado o novo estatuto do banco com um dos pontos prejudiciais aos empregados, incluído sem qualquer negociação com os representantes da categoria, que é apresentado no quarto parágrafo do capítulo VIII: “a participação da CEF no custeio dos benefícios de assistência à saúde será limitada ao percentual de 6,5% das folhas de pagamento e proventos”.


Além de impor um teto de 6,5% em relação à folha de pagamento da ativa e aposentados, o modelo de custeio imposto leva em consideração no cálculo do teto os gastos fiscais e administrativos, que no modelo atual são de responsabilidade exclusiva da Caixa. Pela redação do estatuto, ao estourar o limite, o novo modelo vai impactar em maiores custos ao trabalhador a partir de 2020.


A mobilização da categoria será fundamental para reverter as mudanças no Saúde Caixa, que é superavitário, sustentável e um dos melhores do país. Pelas regras atuais do Saúde Caixa, o banco arca com 70% das despesas assistenciais e os empregados, 30%. Os custos administrativos são todos de responsabilidade da Caixa.