CAIXA JOGA RESPONSABILIDADE SOBRE O TRABALHO REMOTO PARA OS GESTORES

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Um documento da direção da Caixa enviado aos gestores dia 16/7 demonstra o descaso do banco com a saúde e a vida dos empregados. Ele informa que não haverá prorrogação automática do trabalho remoto, cabendo ao gestor decidir se o empregado volta ao trabalho presencial ou permanece em home office. “Informamos que a partir de 17/07/2020 a prorrogação do Projeto Remoto Excepcional ocorrerá de acordo com as diretrizes de cada Vice-Presidência, sempre observando as orientações de Saúde e Segurança do Ministério da Saúde”, diz o texto.


As entidades representativas questionam que não há qualquer diretriz das vice-presidências sobre o assunto. A responsabilidade sobre as perdas de vidas, as contaminações, os problemas com os decretos municipais e estaduais vão cair nas costas dos gestores. Os empregados continuam na incerteza e a Caixa está “lavando as mãos”.


A Contraf/CUT enviou um ofício à direção do Banco cobrando a prorrogação do teletrabalho enquanto perdurar a pandemia do novo coronavírus, já que os casos e mortes causados pela Covid-19 não diminuíram. As entidades reiteram a necessidade de retomada das negociações entre os representantes da direção da Caixa com a representação dos empregados para efetivamente fazer valer os protocolos sanitários e de proteção.


DIA NACIONAL DE LUTA – Os empregados da Caixa realizaram dia 23/7 um Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa. Na data, os trabalhadores fizeram um tuitaço com a hashtag #MexeucomACaixaMexeuComOBrasil. Além do Twitter, a hashtag foi utilizada no Facebook, Instagram e demais redes sociais. A ideia era dar força a ação digital Mexeu com a Caixa, mexeu com o Brasil, que tem o objetivo de pressionar a direção do banco e o governo Bolsonaro a respeitar a Caixa e os direitos dos empregados, bem como alertar a sociedade sobre a importância do banco público e os desrespeitos que os seus trabalhadores vêm enfrentando mais acentuadamente desde o golpe de 2016.