Caixa não apresenta proposta específica e nem marca nova negociação

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A Caixa Econômica Federal não apresentou nenhuma proposta às reivindicações dos empregados para as questões relacionadas à carreira, jornada de trabalho, Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) e organização do movimento. “Inviável” foi a resposta da empresa a todos os itens apresentados pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, em negociação específica na Campanha 2014. Não tem previsão de nova negociação.


Jornada de seis horas – Os representantes dos trabalhadores cobraram da Caixa o cumprimento da jornada de seis horas e a adoção do login único para evitar fraudes no registro do ponto eletrônico. Os negociadores do banco disseram que o fim das horas extras sistemáticas também é o desejo da Caixa e que a empresa tem envidado esforços para que isso ocorra. A realidade nas unidades é bem diferente. A sobrecarga de trabalho força os empregados a trabalharem acima da jornada, e eles sofrem pressão para não fazer horas extras ou não registrar corretamente o ponto.


Ainda com relação à jornada, o Comando defendeu o pagamento de horas extras a todos os trabalhadores e o fim da compensação. Pois se houver necessidade de fazer hora extra, que ela seja paga.


Carreira – A Caixa voltou a rejeitar a adoção de critérios para descomissionamentos. Os representantes dos trabalhadores criticaram o banco por não deixar claro as regras utilizadas e por tomar a medida de forma unilateral, deixando a cargo do gestor a retirada de função. Outra proposta recusada pela Caixa é a criação de comitê paritário – integrado por representantes dos empregados e da empresa – para acompanhar o PSI (Processo Seletivo Interno).


O Comando reivindicou também atenção da empresa aos supervisores de canais. Estes trabalhadores são cobrados como gerentes, mas têm remuneração inferior. Além disso, são obrigados a arcar com despesas como combustível e telefone para exercer suas atividades. A Caixa alega que o salário é compatível com as atribuições e solicitou à área responsável a demanda sobre o ressarcimento das despesas.


Foi debatida também a implantação do plano de carreira próprio para os empregados do setor de tecnologia. O vice-presidente de Tecnologia da Informação da Caixa, Joaquim Lima, prometeu apresentar proposta de encarreiramento da TI, o que não aconteceu.


“Nas negociações, a Caixa mostrou sua intransigência e a nossa resposta será com uma greve forte. Os avanços só virão com a mobilização dos empregados na luta juntos com o Sindicato. Vamos à greve”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e empregado da Caixa