Caixa não trouxe proposta para atender reivindicações dos empregados

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Nãos, nãos, nãos. Essa postura intransigente da Caixa Econômica Federal marcou a segunda rodada de negociação da Campanha 2014 com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).  Na reunião dia 29/8, em Brasília, o banco não apresentou contraproposta para solucionar demandas relativas à Funcef, aposentados e isonomia de direitos.


Funcef – As negativas da Caixa começaram pelas demandas sobre a Funcef. De início, o banco recusou-se a reconhecer o CTVA como verba salarial para fins de aporte à Fundação, tanto para os que saldaram quanto para os que permaneceram no REG/Replan não-saldado. Também foi negado o fim da discriminação ao pessoal do REG/Replan não-saldado, de forma a que seja garantido aos participantes deste plano de benefícios da Funcef o direito de migrarem para o PCS 2008 e para o PFG 2010. O Comando reivindicou ainda o fim da discriminação aos trabalhadores que possuem ações trabalhistas contra a Caixa.


Os dirigentes sindicais cobraram informações a respeito do processo de incorporação do REB pelo Novo Plano. Em resposta ao pedido, os representantes da Caixa comunicaram que o assunto está sob apreciação da Previc e das áreas técnicas da própria empresa e da Funcef.


Aposentados – Para os aposentados a reivindicação é a extensão do Saúde Caixa aos trabalhadores que se aposentaram por meio de Programa de Apoio à Demissão Voluntária (PADV). A Caixa mostra-se disposta a debater o assunto, porém, a posição é de não atendimento da reivindicação, considerada pela empresa financeiramente inviável.


A Caixa não avançou também na extensão do auxílio e da cesta-alimentação a todos os aposentados e pensionistas, inclusive aos desligados por PADV. Foi negado ainda o pagamento de abonos e PLR aos aposentados e pensionistas. Em relação à criação de um programa de renegociação de dívidas, com taxa de juros que viabilize o pagamento do débito, os representantes do banco informaram que estão realizando um programa-piloto, devendo apresentá-lo até março de 2015.


Isonomia de direitos – O Comando voltou a cobrar equiparação de direitos de todos os empregados em relação à licença-prêmio e ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Ambas as reivindicações foram consideradas complexas pela Caixa, que alegou a falta de autorização por parte do DEST. Sobre a revisão da Estrutura Salarial Unificada (ESU) e do Plano de Cargos e Salários (PCS) da carreira administrativa com valorização salarial, o Comando reivindicou um plano similar ao que foi feito para a carreira profissional, mas o banco alegou dificuldade financeira e quantidade de empregados para atender ao pedido. Foi pleiteada uma avaliação do PCS de 2008. A Caixa se comprometeu a analisar essa possibilidade.


O Comando voltou a cobrar da Caixa a participação irrestrita em PSI para optantes do REG/Replan, assim como a eliminação de toda e qualquer discriminação em processos seletivos internos. A resposta da Caixa foi de que não existe orientação para que ocorra qualquer tipo de discriminação. A Caixa ainda recusou-se a manter as gratificações dos empregados envolvidos em processos de apuração sumária, até que a situação seja concluída.


“A Caixa precisa apresentar uma proposta decente para o desfecho das negociações específicas da Campanha 2014. Os empregados estão dispostos a seguir com a luta na campanha deste ano, não só por aumento real e PLR digna, mas também por valorização do piso, isonomia, contratação de pessoal, saúde e condições de trabalho, Funcef, Saúde Caixa para os desligados por PADVs, respeito à jornada de seis horas, Sipon e por medidas efetivas de segurança bancária. O momento, agora, é de mostrar força”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e empregado da CEF