Campanha exige mudanças em programas de remuneração

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Os funcionários do Unibanco estão lançando a campanha Remuneração para Todos. A reivindicação é que o banco modifique seus programas de remuneração, para que todos tenham seu trabalho reconhecido.


O lucro do Unibanco vêm crescendo a cada ano graças ao esforço de seus funcionários e só neste primeiro trimestre o lucro foi de R$ 581 milhões. Sabemos que com este lucro há condições de aumentar muito mais o valor da distribuição da PLR.


Hoje o Unibanco possui vários programas de participação nos resultados para as agências e para as áreas administrativas, todos eles são injustos e discriminam os funcionários. Nas agências existem a RR (Remuneração por Resultados) mensal e semestral e o PEC (Programa de Estímulo ao Conhecimento) bimestral e anual, e nos departamentos PRU(Participação por Resultados Unibanco), Bônus e Curva de Performance. Todos estes programas são baseados em cima de metas absurdas e abusivas e uma avaliação individual de performance, na qual os conceitos são pré-definidos pelo banco.


“O que está acontecendo no Unibanco é paradoxal – o banco instiga a todos correrem atrás das metas, mas na hora de distribuir o bônus vêm a discriminação. O clima é de insatisfação. O que queremos é uma distribuição mais justa e linear valorizando a todos. O clima que se instala no banco, neste momento, é de total descontentamento”, afirma Alex Citó, diretor do SEEB/CE e funcionário do Unibanco.

Demissões – Além dessa situação difícil, os funcionários do Unibanco começaram recentemente a temer por seus empregos. Em todo o País, bancários estão sendo dispensados, no que pode ser o início de uma onda de demissões. Os cortes atingiram funcionários de setores administrativos e de agências, vitimando principalmente o pessoal de gerência. A estratégia do banco parece ser demitir funcionários antigos, com jornada de seis horas diárias e com problemas de saúde.