Caos no atendimento atinge todas as agências da Caixa

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A visão que se tem quando se passa em frente à agência da Caixa Econômica Federal da Av. Bezerra de Menezes é assustadora: uma fila de mais de cem metros com pessoas que esperam em média duas horas no sol para entrarem na agência e lá aguardarem atendimento. Essa situação se repete por toda a grande Fortaleza, onde a população e os empregados sofrem com a superlotação das unidades do banco. Durante a semana, o Sindicato visitou várias agências da Caixa e constatou o problema.


Os diretores do Sindicato dos Bancários do Ceará, Bosco Mota, Gustavo Tabatinga e Áureo Júnior foram à unidade da Av. Bezerra de Menezes e viram o caos no atendimento. “O que nós podemos constatar é que essa lotação não é somente consequência dos dias de paralisação, mas principalmente do aumento da atividade bancária na Caixa Econômica Federal – a expansão do crédito, a diminuição das taxas de juros que incentiva o consumo – nós tivemos um crescimento muito grande do público nas atividades da Caixa, mas o banco não acompanhou esse aumento”, analisa Áureo Júnior, que também é presidente da Apcef/CE.


De acordo com ele, o Sindicato e a Apcef/CE questionam o modelo de abertura de novas agências divulgado pelo banco, que prevê inauguração de agências de pequeno porte, com contingente reduzido de funcionários. “Achamos que isso é inviável do ponto de vista do perfil de uma empresa como a CEF, que é ousado quanto ao quantitativo de pessoas. Certamente, os empregados dessas novas unidades vão ter muita dificuldade para oferecer um atendimento de qualidade à população, principalmente, porque essas novas agências chegam num momento em que as unidades de grande porte já estão extremamente lotadas”, avalia Áureo.


Durante a visita, o Sindicato constatou que as pessoas entravam na unidade em grupos de 30 e a espera no sol era a principal reclamação daqueles que aguardavam do lado de fora. “A população tem direito a um atendimento de qualidade e isso consta em lei. A normatização do atendimento bancário prevê que o atendimento seja ofertado com qualidade, segurança e com um mínimo de conforto. Ou seja, a Caixa vem desrespeitando toda a legislação que fala sobre atendimento bancário”, explica o diretor,


Os dirigentes sindicais ressaltam ainda que o problema não é somente na agência da Bezerra de Menezes, mas em todo o quadro de unidades da Caixa.  As agências da Parangaba e de Messejana apresentam um cenário de caos parecido. “Nós vemos da parte dos bancários um grande esforço no sentido de atender com rapidez, agilidade e qualidade as pessoas que aguardam na fila, mas é praticamente impossível oferecer essa qualidade diante do grande quantitativo de pessoas e do quadro insuficiente de agências e empregados para atender a demanda”, finaliza.