Cartões se tornam maior fonte de renda de serviços dos bancos

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Praticamente imune à crise, o cartão de crédito ou débito se transformou no principal produto para os bancos neste ano. Além do volume de transações com cartões que avança na casa dos 20% ao ano, esse filão é hoje a maior fonte de renda de serviços e a alternativa encontrada à queda das tradicionais tarifas bancárias.


Os quatro grandes bancos que já divulgaram seus resultados, Santander, Itaú Unibanco, Bradesco e Caixa Econômica Federal, ganharam R$ 7,4 bilhões no acumulado do ano apenas com receitas ligadas aos cartões. O valor é 10,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. As receitas de conta corrente recuaram 1,9%, para R$ 5,5 bilhões, e as tarifas associadas ao crédito tiveram queda de 11,9% em 12 meses, fechando em R$ 3,450 bilhões.


As instituições ganham em operações como cobrança de anuidade dos clientes, tarifas (emissão de segunda via) e taxas de juros. Faturam também com a taxa que o lojista paga sobre cada transação. A principal receita dos bancos, no entanto, é mesmo a financeira, vinda dos juros cobrados no financiamento da fatura, o chamado crédito rotativo. Ela representa 57% do faturamento total, segundo estimativa da consultoria Cardmonitor.


Os cartões (débito, crédito, de loja e de rede) devem girar R$ 455 bilhões este ano, um recorde. Em número de cartões, o total de unidades deve bater em 550 milhões, expansão de 8%. Na área das tradicionais receitas com tarifas, parte da queda de arrecadação dos bancos se deve à própria retração dos empréstimos depois do agravamento da crise mundial.