Cassi: BB recua e retira proposta do voto de Minerva

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Em negociação com a direção do Banco do Brasil, a Contraf-CUT e representantes dos eleitos e dos aposentados conseguiu avanços rumo à solução definitiva dos problemas da Cassi. Na ocasião, o Banco concordou em retirar a proposta anterior do voto de Minerva nos conselhos e aceitou corrigir anualmente os valores investidos.

O montante aplicado na Cassi será de R$ 300 milhões, sendo metade em 2007 e três parcelas nos anos seguintes, de R$ 50 milhões cada, corrigidos pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC/IBGE). “A correção é fundamental para a eficácia dos investimentos”, sustenta Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Do ponto de vista da gestão, o voto de Minerva foi extinto graças à mobilização dos trabalhadores. O banco queria retomar o controle sobre os conselhos, podendo desempatar as disputas. Agora, as decisões terão de ocorrer por maioria absoluta. Foi retirada também a proposta de eleições para os conselhos e para a diretoria executiva a cada quatro anos, permanecendo a cada dois anos. O Conselho Fiscal passou a contar com seis membros, metade eleita e metade indicada pelo banco. Ficou definido que todos os indicados poderão ser substituídos a qualquer tempo.

A co-participação será de 10% em eventos não-hospitalares, excluídos quimioterapia, radioterapia, diálise, hemodiálise e transfusão de sangue, limitada a 1/24 avos do salário bruto com incidência única.

A contribuição patronal e pessoal foi fixada sobre o 13º salário integral. Para efeito de contribuição, os aposentados por tempo de serviço e os que se aposentam antecipadamente pela PREVI passam a ser equiparados nos direitos e obrigações estatutárias. O resultado da negociação passará por consulta ao corpo social. “Já que passará por consulta, é importante que todo funcionalismo estude a proposta e vote consciente”, afirma o diretor e funcionário do Banco do Brasil, Carlos Eduardo.

Reunião com ministro – Na última terça-feira, 6/2, a Contraf, membros da Comissão de Empresa, e os eleitos da Cassi e Previ tiveram audiência com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em que foram cobradas respostas para as reivindicações sobre Cassi, Previ e o Plano de Cargos e Salários (PCS) e Plano de Cargos Comissionados (PCC). O ministro ficou de pedir mais informações ao banco e dar uma resposta em breve.