CCV da Caixa realiza negociações sobre ticket alimentação

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Na quarta-feira passada, dia 5/12, foram realizadas mais três reuniões de negociação da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) da Caixa referentes ao Auxílio Alimentação. A CCV foi implantada neste ano e, entre maio e dezembro, foram realizadas 186 negociações, sobre 7ª e 8ª horas e tickets alimentação, das quais 148 resultaram em acordo. O valor total conciliado soma mais de R$ 5 milhões devolvidos aos bolsos dos trabalhadores. A Comissão é formada por um representante do banco, por um dirigente sindical e pelo funcionário.


A CCV dá aos empregados da Caixa a possibilidade de tratar de passivos trabalhistas sem a necessidade de ingressar com ação judicial. A Comissão tenta fazer, administrativamente, um acordo referente às verbas não pagas. Os empregados não são obrigados a aceitar as propostas apresentadas pelo banco. No entanto, questões que poderiam ser demoradas podem ser simplificadas a partir do debate entre o empregado e os representantes da empresa. Frustrando a negociação, o empregado mantém o direito de ingressar na Justiça.


“Avaliamos as proposta da Caixa como razoável e consideramos ser uma boa opção para quem não quer entrar na Justiça. É uma oportunidade da coisa fluir com mais celeridade. A grande maioria dos bancários tem aceitado a proposta. A gente vê isso como uma conquista do movimento sindical”, afirma Rochael Almeida, funcionário da Caixa e diretor do Sindicato.


Mychelly Braga, coordenadora na área de Gestão de Pessoas e representante da Caixa nas negociações, destaca a grande adesão à Comissão. “A CCV tem oportunizado a negociação entre a empresa e o empregado, evitando ações judiciais. Geralmente, as propostas atendem à expectativa dos empregados ou ex-empregados e são aceitas pelos mesmos”, afirma Mychelly, acrescentando que a CCV está aberta até dia 31 de dezembro de 2012. 


Depoimento – Verônica Ferreira, aposentada da Caixa, foi uma das funcionárias que formalizou o acordo com o banco e se considera satisfeita com a negociação. “Quando há possibilidade de diálogo não há necessidade de uma briga, de uma longa espera na Justiça. Cada um tem a sua particularidade para resolver. Se existem duas possibilidades, cada um faz a sua. Se não quer de um jeito tem de outro”.