Centrais farão nova greve geral no final de junho

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As centrais sindicais aprovaram a realização de uma nova greve geral contra as reformas e o governo Temer, no final de junho, em data a ser definida, mas que ficará entre os dias 26 e 30 deste mês. Embora alguns defendam 48 horas, o mais provável é que seja escolhido apenas um dia. A decisão deve sair nesta semana, quando os dirigentes voltarão a se reunir, em São Paulo. Eles prometem um movimento mais amplo que o registrado em 28 de abril.


Os representantes de nove centrais se reuniram na sede da CTB, em São Paulo, para avaliar a marcha a Brasília e definir as próximas ações contra as reformas. “Para nós, tudo começa e termina nas reformas, que têm rejeição de 90% da população”, reforçou o diretor executivo da CUT, Júlio Turra.


Além da manutenção do “Fora Temer”, a preocupação é impedir a tramitação das propostas no Congresso, mesmo com uma possível saída do presidente, que poderia ser substituído em uma eleição indireta. “Aos olhos do mercado, Temer perdeu credibilidade”, avalia Turra. Por isso, as centrais, ainda que não de forma unânime, defendem eleições diretas.


O secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, disse que os sindicalistas repudiam “a atitude da polícia e de pessoas infiltradas naquele movimento de Brasília, que originou aquela praça de guerra”. Segundo ele, as centrais estudam acionar a Polícia Militar do Distrito Federal por causa do tumulto.


Além da nova greve, haverá ato diante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 6/6, data prevista para o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.