Cinco trocas de presidentes em oito anos revelam descaso com a Cassi

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Com a posse de David Salviano de Albuquerque Neto como novo presidente da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), a direção do banco alcança um número impressionante: ele é o quinto ocupante do cargo nos últimos oito anos, todos trocados pela empresa antes do fim de seus mandatos, previstos para quatro anos consecutivos.


A dança das cadeiras começou com a troca de Sérgio Vianna, que assumiu em 2004, por Carlos Eduardo Leal Néri, em 2007, antes do final do mandato. Depois dele, ainda passaram pela presidência Antonio Sergio Riede e Hayton Jurema da Rocha até chegar ao novo presidente.


“A troca constante de comando demonstra a falta de compromisso do banco com a gestão da Cassi”, avalia Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT. “O descaso com esse patrimônio dos funcionários é flagrante e ajuda a entender os graves problemas de gestão enfrentados pelo plano de saúde. Não é possível manter uma administração consistente com tantas mudanças”, defende.


Salviano tomou posse na quarta-feira (1º/2), em Brasília, juntamente com Carlos Alberto Araújo Netto e Sandro Kholer Marcondes, integrantes do conselho deliberativo da instituição – todos indicados pelo BB. Ele substituiu Hayton Jurema da Rocha, que deixou o cargo após dois anos para assumir a Diretoria de Marketing e Comunicação do BB.


Funcionário do BB há 29 anos, sendo 16 na Cassi, David Salviano é o primeiro gerente de unidade da Caixa de Assistência a ser indicado pelo BB para ocupar a presidência do plano de saúde.


“A Cassi precisa retomar o caminho que todos desejamos como funcionários. Precisa deixar o modelo curativo, o mesmo praticado pelo mercado, e construir um modelo preventivo, dando atenção global à saúde dos associados”, defende Marcel. “Para isso, é preciso uma gestão comprometida e competente. Vamos cobrar essa postura do novo presidente e da direção do banco”, completa.