CineClube dos Bancários estreia com filme e debate sobre questão de gênero

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O Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Bancários do Ceará, em parceria com a Secretaria de Formação, realizou no último dia 23/5 a primeira edição do projeto CineClube, com a exibição do premiado A Fonte das Mulheres (La Source des Femmes, 2012), do cineasta Radu Mihaileanu.


O evento reuniu, além de vários admiradores da sétima arte, a professora e pós-doutora em Sociologia, Liduína Farias (UECE) e a professora mestre Monalisa Soares (Fametro) que, após o filme, organizaram um rico debate sobre a questão de gênero.


O projeto do Cineclube é mais uma opção de formação social e política, utilizando a arte como instrumento. O objetivo é provocar o debate e a reflexão sobre temas sociais diversos para que os participantes tenham uma visão mais crítica da realidade.


A primeira edição abordou a questão de gênero, mas o projeto pretende abranger outros temas de importância para a sociedade como um todo. A história de A Fonte das Mulheres se passa num pequeno vilarejo, situado entre o Norte da África e o Oriente Médio, onde as tradições islâmicas são seguidas à risca. Entre elas, uma que faz com que as mulheres sejam as responsáveis por buscar água em um local distante e de difícil acesso, restando para os homens a simples tarefa de matar o tempo bebendo e falando da vida.


“Todos que compareceram, tanto homens como mulheres, se declararam amantes do cinema e isso contribuiu para que o debate também fosse muito enriquecedor. A discussão sobre a questão de gênero deixou claro que a luta das mulheres não é só delas, mas beneficia a toda a sociedade. Fatores que envolvem religião, cultura e tradição podem ser mudados para benefício de todos. Como mostra o filme, há casos em que a própria mulher absorve aqueles costumes machistas e isso não só na cultura árabe, mas em todo o mundo. Cabe a nós lutarmos contra essa postura. A fonte das mulheres é o amor e este beneficia a todos”, concluiu a diretora do Sindicato e representante do Coletivo, Rita Ferreira.


Vox


“Eu gostei muito da iniciativa. Gosto muito de cinema e essa é uma oportunidade de ver algo diferente. Além disso, encontramos pessoas, nos informamos. O evento ainda estava muito bem organizado, com um debate rico sobre as diferenças de gênero. Espero que aconteça logo outra edição, pois pretendo participar também”
Lucirene Façanha – aposentada do Banco do Brasil


“Achei excelente esse projeto. Gostaria de parabenizar o Sindicato e o Coletivo de Mulheres pela iniciativa, pois estava tudo muito organizado. A escolha do filme também foi muito acertada porque apesar da história se passar numa comunidade distante, retrata situações que acontecem todos os dias no nosso País. Além disso, esse é mais um evento para a categoria que gera conhecimento para todos. Espero muito em breve ser convidado novamente para a segunda edição”.
Lauro Pires – aposentado da Caixa Econômica Federal


“Achei o projeto do Cineclube dos Bancários muito interessante, pois a discussão de temas sociais é muito bem estimulada através dos meios audiovisuais. O debate sobre as questões de gênero também é muito importante, pois o machismo ainda é muito forte na sociedade como um todo. Existe um estereótipo de que o nordestino é muito machista, e realmente há muitos casos na região, entretanto, as mulheres sofrem esse tipo de violência em todos os lugares do País e em todo o mundo”
Monalisa Soares – professora


“Trata-se de uma iniciativa auspiciosa. Especialmente porque o Cineclube prenuncia a priorização do BOM FILME, acompanhado da oportunidade e do raro prazer da conversa face a face com amigos de trabalho. O filme A Fonte das Mulheres, onde as tradições islâmicas são sobrecarregadas de interpretações, cada vez mais, desfavoráveis à condição feminina, contêm uma carga simbólica que nos desperta para questões humanas que são universais (como o sofrimento e o amor). Considero como ponto mais importante do filme os elementos que o cineasta oferece para se ampliar a percepção da vida, possibilitando caminhos para a construção cotidiana de uma contra hegemonia … ou de novos imaginários,  sem que se precise de armas, nem de outras formas de violências. Viva o Cineclube do Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Bancários do Ceará!”
Liduína Farias – professora