Cobrança exagerada de metas induz ao erro e causa demissões

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Após investigação interna, o Itaú demitiu de uma vez quase 100 bancários de agências digitais por prática de venda casada. O Sindicato avalia que este tipo de venda, ilegal, é consequência direta de uma gestão baseada na pressão cada vez maior por metas abusivas. O Itaú, que lucrou R$ 18,6 bilhões nos nove primeiros meses de 2017, elevação de 13% em relação a 2016, deveria contratar mais trabalhadores para reduzir a sobrecarga e mudar sua postura em relação à cobrança por metas.


Parte dos demitidos tinha atestados médicos não apresentados ao banco. Quando o trabalhador não está em condições de saúde para desempenhar suas funções, com atestado médico, e omite isso do banco por medo de ser demitido ou de não bater metas, isso é chamado de presenteísmo. O adoecimento e o presenteísmo são outras consequências gravíssimas da pressão por metas abusivas.


DENUNCIE – Bancário, caso sofra qualquer tipo de pressão abusiva deve denunciar ao Sindicato por intermédio do telefone: (85) 32524266 ou pelo WhatsApp da entidade: (85) 99129 5101.


“A cobrança exagerada por metas abusivas obviamente induz ao erro. A gestão do banco, focada na pressão por resultados cada vez mais altos, coloca os bancários contra a parede, sob níveis de estresse altíssimos, trabalhando sempre com a sombra da demissão à espreita. Para alcançar as metas impostas e garantir sua permanência no banco, o bancário é levado a cometer erros como a venda casada, que pode custar o seu emprego”
Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/NE na COE/Itaú.