COE reafirma necessidade de mudanças no PAC

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Na negociação realizada pela Contraf/CUT com o Itaú na última quinta-feira, dia 2/7, os sindicalistas destacaram um dos pontos que compõem a Minuta Específica: a Previdência Complementar, mais precisamente questões relativas ao PAC (Plano de Aposentadoria Complementar).


Hoje em dia, são flagrantes os casos daqueles que, ao se aposentar, não podem contar com um benefício que mantenha o poder aquisitivo nesta nova fase da vida. Este aspecto foi agravado em 2003, com a mudança do caráter complementar do plano para um modelo de pagamento de suplementos, a partir da imposição do chamado “fator W”.


O “fator W” é uma fórmula complicada que, a cada ano contado a partir de 1º/9/2003, diminui o valor do benefício a ser recebido no futuro.


Já há algum tempo, o movimento sindical cutista tem cobrado do Itaú mudanças no PAC, como a instituição do benefício mínimo digno para todos e do benefício de pensão. “Essas providências são urgentes, pois viriam a ampliar os benefícios e garantir a extensão dos mesmos aos dependentes dos trabalhadores do Itaú”, afirmou o representante do Nordeste na COE Itaú e diretor do Sindicato do Ceará, Ribamar Pacheco. Outro ponto diz respeito à inclusão dos funcionários contratados a partir de agosto de 2002 (quando o PAC foi fechado) e que estão sem fazer parte de nenhum fundo de pensão. Já são mais de 10 mil funcionários nesta condição.